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GG e os seus incômodos


Já dissemos aqui que tamanho é documento. Sim, de fato é. Não dá pra negar que não nos animamos com instrumentos pequenos demais ou finos demais, os famosos tacos de sinuca - que ficam ali cutucando seu útero, à procura de sabe-se Deus Pai o quê.

Mas os GGs também não são a quinta maravilha do mundo. Tá, é plástico, bonito de se ver...é como uma obra de arte pós-moderna, algo feito de ferros que fica lindo na galeria. Você olha, elogia, tenta entender até tira fotos - e aí? Levaria para casa? Pra pôr onde?. Então, para funcionar bem, é preciso que os GGs saibam usar seus instrumentos musicais: tenham foco e objetivo. Não é de qualquer trombone que sai uma bela melodia.

É preciso habilidade, saber-se GG, reconhecer isso, contudo não fazer dessa informação motivo pra se achar a bala que matou JK. Exemplo: um GG que não saiba usar, inevitavelmente, machucará sua parceira, assim, não tocando em sintonia, desafinam. Mais um exemplo: o GG que pensa que ser GG já basta. É o clássico do: "eis-me aqui, eu e meu GG"; e que deixa todo o trabalho para a sua companheira de banda. A coitada toca trombone, trompete, bumbo e ainda faz solo, apenas porque tem do seu lado um GG que pensa ser isso a melhor coisa do planeta.

É por essas e outras que em enquetes sobre o assunto, a maioria das mulheres diz que não gosta de GG, que incomoda e tal, mas no fundo pode ser que tudo não passe de falta de habilidade ou excesso de soberba do GG em questão. Fica a dica.

Faxineira Ponto G

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As mentiras que os homens mais contam

Imagina! Eu? Olhando para aquela moça de calça rosa?" Esta afirmação soa familiar aos seus ouvidos? É somente mais uma das mentiras que constam no arsenal masculino. Se você já ouviu esta pérola, sinta-se feliz, pois você é uma pessoa normal. Aliás, se nunca tivesse escutado, não seria você a anormal, mas, sim, seu namorado, marido, ou aquele pretendente do trabalho.

Afinal, quem não conta uma mentirinha dessas de vez em quando?

Além das mentiras esfarrapadas, existem aquelas da categoria "para o bem da humanidade". "Na verdade, quando mentem é porque precisam. Para proteger o outro - e de preferência, a outra. Foi assim com a mãe, a namorada, a mulher, a sogra. Questão de sobrevivência. Tudo pelo bom convívio social. Os homens só mentem, no fundo, para poupar as pessoas, e, sobretudo, para o bem das mulheres", afirma Luis Fernando Veríssimo, cronista e observador bem-humorado do cotidiano brasileiro, em seu livro As mentiras que os homens contam.

Em alguns casos, o parceiro mente, você sossega e o assunto "nós dois" vai sendo adiado indefinidamente. É claro que, às vezes, eles entram neste jogo sem perceber, por pura confusão sentimental. Aqueles que detestam conversar e, muito menos, expor os sentimentos são capazes de fazer ou falar qualquer coisa para escapar deste tipo de papo (especialmente quando estão pensando em cair fora do relacionamento). Nestes casos, a mentira aparece como uma solução fácil, rápido e "indolor".

Te ligo

Esta é uma mentira clássica. E, geralmente, destinada às solteiras. Se a frase realmente só tiver estas duas palavrinhas "te" e "ligo", esqueça. Ela é sinônimo de "a gente se vê por aí". Ou seja, não significa nada. Claro que há exceções. Há aqueles homens tímidos que insistem em economizar palavras.

Em alguns casos, quando ele está realmente interessado, a frase é um pouco maior: "Te ligo amanhã para combinar um cinema". Ou então: "Te ligo no fim de semana para ir junto na festa". Pode ser ainda: "Te ligo na segunda-feira para contar como foi a viagem". Entendeu?

O "eu te ligo" pode significar várias coisas. Ele pode te telefonar tanto hoje à noite como daqui há um mês ou na próxima encarnação. Esta é uma desculpa (muito usada pelas mulheres, aliás) para sair de fininho de uma relação.

Se ele não retorna a ligação uma vez, tudo bem. Sua "futura sogra" pode estar realmente doente e ele, encarregado dos cuidados. Mas se esta falta de educação acontecer duas, três ou mais vezes, a mentirosa passa a ser você, não? Você que está mentindo para si mesma e não quer acreditar na triste realidade.

Só um pouquinho

Sabe aquele dia que você chega cansada em casa e seu marido está tinindo de tanto vigor? Ou, então, quando seu namorado teima em sair (e, claro, te agarrar) no pior dia de cólica do mês? Sabe, não? Daí ele vem com aquele papo doce (e mentiroso) de que só quer "namorar" um pouquinho.

Você fala que está com dor de cabeça, que seu cachorro morreu, que não está a fim de transar, e nada! Ele não te ouve!

Um beijo, dois, três... Um amasso, dois, três... "Só mais um poquinho", ele pede. Mas o "pouquinho" não acaba nunca! Contra esta mentira inofensiva - lembre-se que as mulheres também mentem nesta área: dizem aquele "não" que quer dizer "sim" -, nada melhor do que uma boa bronca. Com classe, óbvio.

Ninguém vai ficar sabendo

Papudos por natureza. Não todos, mas uma grande maioria. Os homens adoram contar vantagem, por isso, tome muito cuidado com esta frase: "Ninguém vai ficar sabendo". Ainda mais se for aquele gato que você acabou de conhecer e que, por motivos pessoais e intransferíveis, você não queira se precipitar contando para todo mundo que saiu com ele.

Independente do assunto, saiba que eles (os homens), por descuido (ou de propósito mesmo), contam aquilo que você implorou para que não fosse revelado. Agora, imagine esta situação se você estiver saindo com aquele chefe casado da empresa.

Para que se arriscar? Por um pequeno deslize, ele pode revelar para o "amigão do peito" sua nova aventura. A confiança vem com o tempo. Falar "confie em mim" é fácil.

Estou confuso

Esta é a frase preferida quando eles não querem dizer o que realmente está acontecendo. Ela pode ter milhões de significados. Os mais comuns são:

1. Não estou a fim de nenhum compromisso

2. Estou interessado em outra mulher

Mesmo que ele esteja realmente confuso, se não houver nenhuma explicação coerente, o sujeito pisou na bola. Não adianta somente falar... Onde ficam os "por ques" que gostamos tanto? No mínimo, você precisa escutar uma explicação. Mas, cuidado, pois pode vir outra mentira pela frente... Chame-o para uma conversa séria. Se ele fugir, desista.

Não vai dar para (cof, cof) sair hoje

Esta desculpa serve para os casados e solteiros. De repente, ele muda de planos sobre aquele jantar que você tanto esperava. Ou o gato conseguiu programa melhor ou seu marido decidiu que quer assistir à final do campeonato de futebol do Japão na TV. Independente da situação, isto é uma mentira. E das mais descaradas.

Você fica horas se arrumando ou passa a tarde fazendo escova e, sem mais nem menos, ele telefona dizendo que não vai dar mais para sair porque está de cama, com uma febre de 39 graus.
Analise a situação, mas não tente checar isso telefonando para a casa dele. Você vai querer se passar por espiã? E se a história contada for verdade? Daí acontecerá outro deslize: ele ficará muito chateado e, com certeza, vai achar que você não confia nele... Mas se você tem certeza que ele deu mancada, pegue o telefone e arranje algo melhor para fazer também.

Adorei sua calça nova

É claro que esta frase só aparece se você perguntar "E aí? Gostou da minha calça nova?". E, mesmo assim, a resposta recebida é mentira. Quer dizer, ele até pode ter gostado, mas não tanto para dizer com toda esta empolgação. Todo mundo sabe o quanto eles são desligados para estes pequenos (embora nós não achemos tão pequenos assim) detalhes.

Mudar a cor do cabelo (a não ser que passe do preto azulado para o loiro branco), pintar as unhas, lixar a sola do pé e colocar a depilação em dia, são mudanças imperceptíveis aos olhos masculinos. Não cobre demais. Mas, pelo menos, esta mentira "adorei sua calça" você pode evitar...

Vou terminar com a "outra" logo

Esta é uma mentira para aquelas que adoram se meter em confusão. É geralmente ouvida por mulheres que se relacionam com homens comprometidos. Ele diz que está apaixonado por você e em crise com a "outra".

Em primeiro lugar, por que você foi entrar em um terreno tão complicado? Se a paixão pintou e não teve jeito, o melhor a fazer é esperar sentada.

Passa um dia, uma semana, um mês e fica tudo na mesma. Quanto mais ele enrola, maior a probabilidade de estar mentindo. Talvez falte coragem para tomar alguma atitude ou ele esteja a fim de ficar com as duas. Nenhuma destas alternativas é satisfatória, certo? Se você não for masoquista, saia desssa.

Claro que te amo

O problema aqui não é a frase, mas como ela foi dita. Esta mentira pode acontecer entre paqueras, namorados e casados. Quando ele diz isso logo depois (ou antes) de qualquer uma das frases anteriores, em 99% dos casos, é mentira. Se você pudesse ler pensamentos, veria que isso quer dizer: "Já ouviu o que você queria, não é? Agora vamos mudar de assunto?".

Antes de ficar com raiva do amado, lembre-se de uma coisa: declarações de amor só valem quando são espontâneas, então, não adianta ficar cobrando a todo momento. Cuidado com esta histótia de "eu te amo". Não é a mesma coisa que dizer "eu adoro aquele quadro" ou "eu gosto de você".

Se não for sincero é a pior mentira que um homem (e, claro, as mulheres) podem dizer. Se você acredita na hora e depois se sente enganada, é muito pior. Olhe bem nos olhos e use toda a sua intuição para não ser vítima destas roubadas.

É óbvio que eu escutei

Sabe quando você conta tudo o que está te chateando no relacionamento, ou então, aquele dia em que você quer desabafar com alguém? Muitas vezes, seu companheiro não é a pessoas mais indicada para ser o ouvinte.

A maioria dos homens não gosta do papel de "conselheiro sentimental". Nestas horas, a frase "É claro que eu ouvi tudo, meu bem" é uma boa saída para estes marmanjos insensíveis. Entretanto, não desista. No dia em que ele também estiver precisando de uma psicóloga particular, faça-o lembrar de como é importante ter um ombro amigo.

Eu sou diferente dos outros homens

Se o seu namorado ou marido leu todas as mentiras anteriores e, para te tranqüilizar, disse que era diferente dos outros homens ("Você não acha, bem?"), desconfie.

Após este pequeno guia de imunização contra mentiras eventuais, você não achou esta declaração estranha? Não é preciso dizer mais nada, não?

Faxineira Fá

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Vantagens e desvantagens de ser uma 94

94. Não trata-se de nenhum ano importante em minha vida, mas é um número que faz toda a diferença para mim, no meu dia-a-dia: o meu busto.


Eu tenho peito! E ter peitão no Brasil não é fácil, apesar de que, depois da popularização do silicone, aumentaram os produtos disponíveis para tamanhos de 92 a 96. Encontrar um biquíni é sempre constrangedor, quando não amassam os seios eles parecem linhas em cima dos seus mamilos. Há anos não consigo vestir o mesmo número de biquínis superior e inferior, ainda bem que a moda mudou e pode-se usar um de uma cor e outro de outra. O quadril é médio e o seio é GG, só posso achá-los em lojas de biquíni avulso ou comprar dois biquínis sempre.

Esta foto é meramente ilustrativa. Crédito: Blog Tarja Preta

Minha mãe diz que a culpa dos meus seios serem como são,vem da infância. Enquanto as menininhas da minha idade colocavam uma xícara nas mamas para definirem o seu tamanho, eu coloquei uma tigela: "Quero ter o peito deste tamanho", dizia eu. Eita simpatia mais sem jeito!

No fundo eu adoro o tamanho deles. Têm muitas vantagens. Uma delas é que ninguém repara no tamanho da sua barriga quando seu seio é mais chamativo; eles chamam mais a atenção dos homens que seus olhos castanhos - ou azuis, ou verdes, ou negros - e isso pode ser uma desvantagem também. Já tive em ambientes com homens e eles não conseguiam se concentrar no meu olho, só no decote. Nem nos meus assuntos. É estranho, constrangedor e engraçado. Por que eles não conseguem?

A vantagem sexual nem precisa ser listada aqui. Seio grande causa um impacto! Uma amiga, tamanho médio, colocou silicone recentemente e não sabia o que era "espanhola". Agora ela pode testar seu castelhano. Espanhola com silicone deve doer. No cara, claro. Mas deve ser bacana também.

Mas ninguém merece estar menstruada, usando mais que sutiã 40. Eles triplicam de tamanho e doem horrores! Já cheguei a tomar remédio para diminuir os efeitos TPM nos seios.
Uma desvantagem que sinto é na prática de esportes. Já joguei handebol e, na época, usava dois sutiãs e um top para evitar o balanço. Nunca gostei de correr, acho que por causa da dor que do impacto causa nos seios - meu trauma pessoal. Ontem corrrendo, vi várias mulheres correndo e me deu uma vontade de correr, até tentei dois passos, mas senti a tal dor da adolescência - talvez nem a física - mas agora que quero mesmo superar isso. Tomara que eu consiga... Vou olhar na internet algumas dicas de sutiãs reforçados para segurar a onda. Eu quero correr!



Faxineira Ponto G

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Respeito é bom e eu gosto


Quando eu era pequena, sempre era dito entre nossas rodas:"respeito é bom e eu gosto"; ou "respeito é bom e conserva os dentes"...

Aurora da minha vida, época em que podíamos dizer que a falta de respeito implicaria em algumas falhas dentárias e muitos reais ( na época cruzeiros) em reformas bucais nos consultórios odontológicos. Hoje não podemos mais cumprir a promessa de dentes quebrados, quando desrespeitadas. Que pena!

Falo aqui do respeito à mulher. Assunto que foi suscitado em meu cérebro moreno, graças à uma revista feminina que vi no salão ontem: nela, o ator Matthew McConaughey contava algo que tinha aprendido com seu pai. Segundo ele, o pai o ensinara a respeitar as mulheres, sob qualquer condição.

A história é mais ou menos assim, um dia seu pai disse que um homem precisava respeitar as mulheres, por isso, se ele estive numa situação de namoro, e se a mulher hesitasse por algum segundo, que ele não fizesse nenhuma pergunta e apenas saisse. Isso demonstraria respeito pela mulher e por ele mesmo, para que, se houvesse alguma possibilidade de ficarem juntos, que isso fosse feito da maneira correta.

Isso tudo me intrigou. Por que muitos homens não conseguem respeitar as mulheres que amam? O exemplo de McConaughey me comoveu. Tinha que falar sobre isso hoje, até mesmo porque essa é uma boa desculpa para colocar uma foto desse gato que é o Matthew. É maravilhoso poder postar uma foto desse ator lindo, talentoso, delicioso, bem sucedido, bom pai e bem casado - é muita perfeição.

Faxineira Ponto G

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Para dirigir bem há que se ter culhões



Fico imaginando a Paris Hilton ou a Sandy dirigindo. Suspiro. Não me vem boa imagem à cabeça. Mulher que dirige bem, para mim, tem que ter culhão. Não de fato um, nem ser travesti ou lésbica e/ou masculinizada. Mas é preciso certa... ousadia masculina, eu diria.

Alguma coisa a ver com muita coragem, enfim, ou algum fator mais próximo biologicamente do perfil masculino, na minha mera, simples e despretenciosa opinião feminina. Homens entram sem dar sinal de alerta, fazem o carro caber numa vaguinha limitada, confiam no seu próprio taco quando estão ao volante. E claro, por isso, matam muito com seus veículos, e batem mais. Segundo o Denatran 71% dos acidentes de carro (2004 e 2007 ) envolviam homens no volante. Só 11% dos acidentes de trânsito registrados no Brasil, no mesmo período, envolveram mulheres motoristas.

Quando penso em Angelina Jolie dirigindo me vem algo bom. Visceral, como ela no filme O procurado. De todo modo, é preciso ser meio firme para dirigir.

Sem machismo, mas com comprovações empíricas - experimentadas por mim mesma - toda vez que passo por uma mulher muito sensível ao volante eu fico com medo. Geralmente, sou fechada por mulheres no trânsito de minha cidade, que nem é tão ruim assim. Tenho problema com homem ao volante quando eles não sinalizam numa entrada ou quando querem, por tudo, entrar num lugar que não os cabe ou não os convém. Alguns homens chegam a ser arrogantes quando estão à frente de carros; outros pensam que realmente luminosos azuis e carros sem escapamento causam alguma excitação nas mulheres, e fazem questão de roncar seus motores. Tenho que dizer, não conheço mulheres que se excitam imediatamente com isso. Do contrário, teríamos orgasmos múltiplos públicos com disputas de carros, e com corridas de Fórmula 1, por exemplo.

Outra coisa que observo é que nós, mulheres, nos assustamos com facilidade. De repente, no meio da direção, gritamos um :"Ui!" Já era, alguma merda foi feita ao volante porque alguma de nós, simplesmente, se assustou.

Eu me assustei umas duas vezes ao volante. A primeira, levou-me à primeira batida. Saia de casa do um ex-namorado, numa tarde de sol a pino, excelente luminosidade, não posso por culpa nisso; eis que, uma árvore à frente de sua casa, era meu único obstáculo, e eu bati: primeiro foi a porta e até hoje não entendo porque, mesmo batendo a lateral, eu não freei o carro. Eu segui, curiosamente como uma zumbi, até que a árvore rasgasse o retrovisor lateral, quebrando o vidro. Foi ai que parei.

Quando voltei-me para dentro da casa do ex e disse: "Eu bati naquela árvore", ele só conseguiu me perguntar: "Pra quê?". Para quê a gente bate? Não sei. Mulheres têm momentos de leseira, podemos culpar os hormônios, a TPM, as preocupações. Nosso foco se esvai e isso no trânsito é fatal para uma batida despretenciosa. Matamos menos que homens, como comprovam as pesquisas, e não acho mesmo que somos más motoristas, pelo contrário. Mas nos assustamos, às vezes, e podemos eventualmente fechar alguém na rua e causar uma batida em terceiro ou mesmo puxar para nós um xingamento bem esdrúxulo, desses de cinema anos 80.

Mesmo assim, eu adoro dirigir! E sempre brinco dizendo que "dirijo como homem", para comprovar meu pensamento sobre mulheres sensíveis demais ao volante.

Quando estou muito estressada pego o carro e saio sem muitas pretensões. Por ai, ouvindo uma música e pensando na vida. Fiz isso neste fim de semana a caminho de Taquaruçu. Minha incursão está registrada neste pequeno vídeo-caseiro.




Dirigir liberta, seja para homens, mulheres, muheres sensíveis ou não. Não quis ser dura com a Sandy nem com a Paris, mas alguém imagina elas dirigindo por ai sem fechar ninguém?

Faxineira Ponto G

Fotos: Divulgação/net

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Repica Renê, repica!

Quem ainda não viu o filme Divã, deixo aqui minha recomendação: vale a pena parar por cerca de 1h30 em frente à tv ou ao cinema e vê-lo. Assisti no último final e semana e fiquei muito emocionada. Chorei e ri, na mesma proporção.Veja o trailler abaixo.



Independente da nossa idade, todas nós somos Mercedes - personagem de Lília Cabral que está divina na pele de uma senhora de meia-idade que começa a questionar seus 20 anos de casamento e sua vida, que é simples, porém feliz - até então. Uma das passagens divertidas é quando Mercedes vai ao salão de beleza e, depois de anos fazendo o mesmo corte, pede que o cabeleireiro (uma bicha louca, diga-se) repique as madeixas. Ele o faz, mas alerta: tem que ver o que está por trás desse repicado da Mercedes porque mulher quando repica, só pode ser uma coisa, H-O-M-I.

Ele tem razão. A primeira coisa que nós fazemos quando queremos enterrar um falecido ou começar uma nova relação é mudar o cabelo. Quanto mais mudanças fizermos, mais mudanças há internamente. A cor é um sinal: pintá-lo de vermelho ou loiro e cortá-lo curto ou repicado, pode ter vários significados. Loiro, como diz a personagem do filme pode ser para esconder a idade. "Mulher não envelhece, fica loira". A bicha logo defende: "Quando uma mulher repica um cabelo é porque alguma coisa de formidável está acontecendo na vida dela. E o que de mais formidável pode acontecer na vida de uma mulher?"

Bom, não contarei o filme, para não estragar a surpresa. Mas se mandar repicar, já sabe.

Faxineira Ponto G

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Homens que não acham nada e mulheres que se "acham" por causa disso

De repente você escuta: "Benhê, onde estão os meus tênis?"

E responde: "Em cima do armário, lado esquerdo, no mesmo lugar que você deixou"

Silêncio. Mas não por muito tempo, ele insiste: "Não tô achando". BINGO! Ele disse a frase.

Pausa no texto para um momento túnel do tempo: quando era criança, e morava com meus irmãos, cansava de ver minha mãe entregando tudo à mão deles (meus irmãos) e também do meu pai.

Meu pai ia ao banheiro e era minha mãe que escolhia a toalha e levava para ele. Peraí, a toalha? Eu me indignava. Era meio xiiita mesmo, afinal, não custava fazer esse favor né? Levar a toalha ao banheiro não tinha nada de mais. Mas eu achava um absurdo. Toda vez que ia tomar banho, mesmo sabendo antes que ia tomar banho, meu pai esquecia a toalha. E no fim de sua ducha, sempre pedia à minha mãe que, prontamente, levava a ele. Por vezes ela separava a roupa que ele iria usar. Escolhia tudo e deixava sobre a cama. Hoje ela não faz mais isso, os tempos mudam. O episódio da toalha, lembrou-me uma amiga que, toda vez que o marido ia tomar banho, ela sumia por três quarteirões, para fugir do grito: "Amor, traz a toalha?" Ela preferia ele pingando a casa inteira.

Talvez por isso - excessivo cuidado feminino-, preguiça mesmo ou sei lá, coisa de cérebro masculino, não vejo os homens encontrando as coisas com facilidade. Costumo dizer que homens não acham nada.

Nem suas próprias coisas. Fico pensando como homens solteiros sobrevivem? Deve ser que na própria bagunça, acha-se.

Por eles não acharem nada, elas se acham. Mulheres têm mania de organização, reconheço. Temos que organizar tudo com etiquetas, praticamente. Livros com livros, tênis com tênis, cds com cds e e por aí vai. E temos a mania de achar que estamos "organizando" a vida do nosso homem. Reconheço também. Somos dominadoras das coisas deles.

Mas é incrível que eles não encontrem nada. E mulher também, nossa mea culpa, gosta de sentir-se necessária. Tem mulher que tem orgulho de dizer: "meu marido não acha nada sem mim". Eu prefiro um pouco mais de independência, ou morte!
Enfim, ainda sobre a dependência masculina e o baita orgulho que isso dá, sábado no meu dia de faxina em mim mesma, no salão, ouvi o seguinte comentário da cabeleireira: "quando deixo meu namorado sozinho, ele não morre, mas respira com ajuda de aparelhos".

Faxineira Ponto G

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Qual o sexo do seu cérebro?

O meu é masculino. Descobri isso no teste da Revista Época. Sempre soube que tinha uma quedinha para ser mais O ponto G que a ponto G. Quando minha mãe ficou grávida, meu pai esperava um menino e tcharãnnn: veio eu.

Mas descobri que pensar como homem não faz de mim um (homem). Se você está de bobeira, entra lá no link da Revista e faça o teste. É engraçado. Descobri que sou meio mista, já que fiz 9 pontos, mas comparando com outros testes, sou tão homem quanto um colega de trabalho que fala grosso mesmo... Onde está meu percentual feminino?

No teste, avalio que esteja no fato de fazer mais de uma tarefa ao mesmo tempo, de conseguir ouvir algo no meio de uma barulhada...

Enfim, o teste é desenvolvido pela neuropsicologista Anne Moir, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Moir está desenvolvendo uma linha de pesquisa para entender melhor as diferenças neurológicas entre homens e mulheres e, para isso, desenvolveu um teste que mostra numa escala de 1 a 20 qual é o sexo do cérebro. O número 1 representa o cérebro mais masculino possível e o 20, o mais feminino. Quem se aproxima do 10 tem um cérebro misto. Segundo Moir, esse último caso é muito comum em suas pesquisas.

Além do teste, outro fator que pode mostrar o sexo do cérebro de uma pessoa, segundo os estudos de Moir, é a medida dos dedos das mãos. Segundo os estudos da inglesa, geralmente, quem tem cérebro masculino tem o dedo indicador menor que o anelar (olhando para a mão de frente para a palma). Já cérebros femininos são associados a dedos indicadores do mesmo comprimento que os anelares. Mas isso não é uma regra sem exceção, como praticamente tudo na biologia. A pesquisadora diz que, às vezes, uma mesma pessoa tem uma mão nos padrões do cérebro masculino e outra do feminino e isso exige mais estudos para entender a organização do cérebro.

No meu caso, os dedos são do mesmo tamanho, ou seja, teria que ficar horas em estudo para descobrir afinal, que sexo tem meu cérebro...

Prefiro seguir minha vida, muito obrigada.

Faxineira Ponto G (confusa com a sexualidade do seu cérebro)

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O que você comeu hoje?

Se você ainda não almoçou hoje e pretende ter uma noite agradável ao lado de algum homem evite alguns alimentos no seu prato.


Vai por mim. Uma pesquisa publicada numa revista feminina nesta semana aponta que "morremos pela boca", também na hora do sexo. Se bem que, a contar pelos efeitos colaterais de algumas leguminosas, é melhor dizer que "matamos pela boca".


O brócolis, por exemplo, é uma ótima pedida para a saúde feminina. Contém alguns fitoquímicos e o mais conhecidos são Sulforafano e Indoles. Também contém outros tipos de fitoquímicos também conhecidos por terem ou capacidades de proteção contra o câncer, ou propriedades de produção de enzimas que destroem células cancerígenas. Sulforafano é o principal fitoquímico descoberto que elimina a H Pylori.

Agora, caso tudo isso ainda não seja suficiente, brócolis também contém grande quantidade de Vitamina C, e levando-se em consideração o peso contém mais vitamina C do que a laranja (1 xícara de brócolis tem quase o dobro de vitamina C do que uma laranja). Brócolis também contém Vitamina A, folacin, potássio, cálcio e 5 gramas de fibras alimentares por xícara. Com 25 calorias por xícara cru ou 15 calorias por 1/2 xícara cozido, brócolis nos dá muitas razões para comê-lo freqüentemente.



Mas.....se você quer ter uma noite caliente, não coma brócolis por, pelo menos, 4 horas antes. Seu parceiro agradece. O legume altera o cheiro e o sabor da vagina e, não é para melhor, acredite! O mesmo acontece quando comemos feijão ou repolho, antes do sexo. Homens, lá não cheira mal sempre, por isso se sua parceira não está com o melhor sabor na hora H, pergunte a ela o que comeu no almoço ou no jantar.

Repolho também dá gases: coma com moderação

Imagina se todos os homens tivessem que saber o nosso menu antes de arriscar-se: "Ok, meu bem, faço oral hoje, mas me diga antes, o que você comeu?"



Isso não acontece só conosco, homens também têm esse mesmo problema. Mas ainda não sei, não cientificamente pelo menos, quais são os alimentos que prejudicam o paladar feminino.


Por experiência própria, alguns livros, filmes e outras coisitas mais, sei que cigarro e bebida alcóolica repelem qualquer amante mais afoita, pronta para o "Bola Gato" (traduza para o inglês: bola - bool; gato - cat). Isso me faz lembrar um episódio de Sex and City em que Samantha - a ninfomaníaca - sai com um rapaz que, digamos, não tem o melhor sabor dos deuses. Coitada!


Bola Gato - tenha à mão dicionário português/inglês


E o pior: ele adorava um bola gato. Para satisfazê-lo, ela se obrigava a ir até o fim. E, não satisfeito, o moço ainda exigia como prêmio que ela não cuspisse. Samantha fez de tudo para melhorar a digestão do dito cujo. Procurou medicina alternativa e descobriu que suco de soja e de abacaxi fazem bem. Mas no caso de seu namorado, pouco adiantou.


Cansada de passar pelo sofrimento de ter que engolir algo semelhante a ovo podre, ela propôs: "Engoliria se ele também se experimentasse". Sábia Samantha... Se ele gostasse do sabor e engolisse, ela passaria a vida inteira fazendo isso...

Foi aí que ela descobriu a determinação de um homem apaixonado pelo bola gato ( homens realmente gostam disso). Ele engoliu e ainda disse que era bom - para espanto da amante....tudo para não perder a possibilidade de ser "servido" - nossa que machista essa minha colocação....

Imagina se a moda pega? Se mulheres que cheiram mal ou têm um sabor mais acentuado também fossem obrigadas a se "experimentar"? Por isso, faça uso das pesquisas científicas (as ciências são belas) e evite alimentos como brócolis, feijão e repolho antes de uma boa transa.


Faxineira Ponto G

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Marceneiros de gente


Eu prefiro a verdade: com ou sem gelo. A verdade ao estilo cowboy, seca e ardente.

Mesmo preferindo a verdade, sei que, às vezes, muitos fazem dela uso para o mal. A verdade pode ser má, de repente.

Em relacionamentos afetivos, quando o outro é excessivamente sincero, isso pode detonar a estima do amado, ou da amada. Se a mulher está um quilinho acima do peso e o cara percebe isso e diz: "Nossa! Você está gorda!" . O mesmo pode ocorrer com eles. Há mulheres que pensam em mudar tudo, desde a roupa até o modo como o seu homem fala.

Imagina o quão doloroso é conviver com alguém que, a todo momento, fica lembrando você dos seus defeitos. Se você tem um pé gordinho demais, se você esbarra em tudo - o seu jeitinho atrapalhado que deveria ser um charme, vira um tormento - se você não consegue deixar o chuveiro desligado...se às vezes você ronca - quando está cansado. É preciso amabilidade para saber entender que o outro é humano, graças a Deus! Se fôssemos perfeitos não nos encostariamos no ombro de ninguém, nem choraríamos e, melhor, viveríamos sós. Nos bastaríamos.



Acho que depois dos vinte e voltzens, a gente conhece um pouco dos nossos defeitos. As estrias, as celulites, algumas manchas no rosto que sabemos que estão ali, mas está tudo bem. Uma falha no dente, uma tintura no cabelo que não combinou. O nosso jeito destemperado, o modo como dramatizamos, o nosso estresse, a nossa TPM... A gente sabe. E quando se procura alguém, a gente quer que essa pessoa também saiba, que tenha percebido os nossos defeitinhos de fábrica, mas que isso fique absorto pelo resto... e que outras coisas tenham mais importância.

A sinceridade gratuita é desnecessária. Se não há nada de bom a dizer, faz-se silêncio, é mais elegante.

Existem homens que são quase marceneiros de suas mulheres. Estão ali com seus pregos, porcas, parafusos e martelos. Usam palavras duras, serras elétricas, para moldar sua parceira. E ela aceita, como quem realmente precisa de reparos. Ela aceita porque não entende que ali está sua essência. Há mulheres que fazem o mesmo: "Você tem que parar de ser assim, caipira"..."Você fala engraçado". "Você isso e aquilo".


Depois que conseguem mexer nos seus parceiros, esses marceneiros os tratam como o que se tornaram: móveis. Enfeitam suas casas como sofás, mesas de centro e luminárias. São apenas mais umas peças na decoração. E aí perdem a graça. Móveis envelhecem, não combinam com as cores da moda - são doados, abandonados em quartos velhos e vão para o lixão municipal.

Pessoas não são móveis.
Faxineira Ponto G

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Sobre vícios e outras coisas

Em uma novela da Globo, há muito tempo, eu ouvi um personagem - não me pergunte o nome - de Mauro Mendonça, o mesmo que está nesta novela "A Favorita", que aliás não gosto de assistir; voltando ao Mendonça, e nessa novela de séculos atrás, o personagem dizia:


- Desconfie de um homem que não tem vícios.

Ele usava essa frase para argumentar com sua mulher à época, o porquê da sua necessidade de fumar charutos. Agora me falha o nome da atriz que fazia par com Mendonça. Mas a frase nunca saiu de minha cabeça.
Ele não citava homem no sentido filosófico - no qual se incluem homens e mulheres. Referia-se aos machos, apenas. Há um provérbio escocês que diz que não se pode confiar num homem que não bebe. Vindo de onde vem, não se pode confiar muito nesse provérbio.

Vamos à origem, do latim "vitium", que significa "falha ou defeito", o vício é uma tendência habitual para certo mal, sendo oposto à virtude. Mas a quê está ligado o vício? À necessidade? Ao desejo? Ao prazer? Ou, como diria minha bisavó, à "senvergonhiça"?


Homens têm mais tendência ao vício que a mulher?

Uns usam drogas lícitas ou não. Outros traem compulsivamente, outros jogam e outros usam o computador mais do que o normal. Os homens viciados em pornografia, em futebol, em videogame, em viver morgando no sofá e, por último, esse vício eu não reclamaria - desde que fosse sempre comigo, óbvio...Homens viciados em sexo.


Quem não tem vício que atire a primeira pedra e deixe cair o cigarro, a garrafa de uísque, a seringa, o back, os laxantes, a camisinha, o mouse,o controle remoto, entre outras coisas, que nem me vêm à cabeça agora. Claro que há mulheres com vícios também, isso é mais que normal, visto que somos humanas (xiiiii....mas não contem a ninguém), mas não quero abordar isso no Sábado. Aqui é um espaço feminino. Logo, é esse o lado que verão nos meus textos.

Há outros dados interessantes sobre como homens e mulheres lidam com o vício. Segundo a mais importante pesquisa sobre consumo de drogas no país, realizada em 2001 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo, pouco mais de 1 milhão de pessoas já consumiu cocaína no Brasil. Desses, 79% são homens e 22%, mulheres (deu na Folha de S.Paulo). Mas, em compensação, mulheres têm mais dificuldade de abandonar o vício do cigarro, por exemplo.

Em busca de uma estatística que pudesse comparar homens e mulheres (que não encontrei, diga-se de passagem), dos dois qual é mais suscetível, li agora há pouco no blog da Gazeta do Povo que os homens não fumantes raramente aceitam namorar uma mulher fumante. No entanto, 65% das mulheres aceitam um homem fumante. A mulher acredita que, por amor, o parceiro poderá abandonar o vício. O homem, muitas vezes, alega que corre o risco de voltar a fumar se vier a se relacionar com uma fumante. Incrível, né? A gente aceita melhor o vício do que eles...

Mas o que o personagem de Mendonça quis dizer? Estamos fadadas a homens com vícios? Se assim for, já que não há como evitar, na lista dos vícios masculinos, se tiver que escolher um, prefiro os homens viciados em sexo. Tenho dito.
Faxineira Ponto G

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Não é do Jabor, mas acredito nisto!


Me mandaram por e-mail um daqueles textos que atribuem a uma pessoa famosa, quase sempre o Jabor ou o Luís Fernando Veríssimo. Este que recebi foi colocado como do Jabor. Depois da leitura, por ler muito o cara, eu já sabia que era muito pouco provável que o texto fosse dele. Jabor gosta de dar referências, citar exemplos da própria vida ou de amigos ou fatos que estão na mídia. No texto a seguir, mesmo sendo muito bom e de eu concordar com quase tudo, ele não é do Jabor. fiz uma boa pesquisa, nos textos dele realmente publicados em jornais, nos sites dos jornais e nos livros dele que eu tenho. Não achei este texto. Posso estar enganada... Mas vejam por vocês mesmos.



RELACIONAMENTO


Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...'
- 'Nossa,quanto tempo?'
- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'
- É não deu...?


Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.

Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa...
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem DÚVIDAS e MEDOS mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama! Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão.


Nascemos sós.
Morremos sós.


Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar. Enfim... quem disse que ser adulto é fácil?


Faxineira: Fá



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Mulher que faz


Existem vários tipos de mulheres. Uma das categorias é recomendável a homens sem estima, ou com pouca, delas não se aproximem. Elas são estilo a música do Vandré: "quem sabe faz a hora não espera acontecer".


As mulheres que fazem. A elas não prometa, nem insinue nada que você não queira, e que faça só para testá-las. Mulheres que fazem não são para testes. Se você diz que quer casamento e pede a ela uma ajuda, ela fará acontecer. Se ela quer ter um filho: ela terá, ou pelo menos fará tudo para isso. Então, se você não quer ter um filho, deixe isso claro.


Mulheres que fazem atravessam um oceano, se preciso for, quando acreditam no amor que têm por alguém. Então, se não quer uma aí com você, não faça o convite. Elas acreditam na verdade das pessoas. E acham que se alguém diz: "sim", é porque quer.

Em Juno, um marido, casado com uma mulher que faz, aceita pôr um anúncio no jornal atrás de um filho para adoção. Ele não estava pronto para um filho. Só colocou o anúncio porque acreditava que isso levaria meses ou anos. Mas eis que algum dia, lá estava uma mãe pronta para doar o bebê e sua esposa, claro!, aceitou a proposta. Ele havia se casado com uma muher que faz.


É preciso identificá-la. Geralmente ela está ali no canto dela, levando a vida numa boa. Se você a vê reclamando que está gorda e uma semana depois ela está em dieta ou na academia, ou nas duas coisas juntas, cuidado! Essa mulher não é apenas de falar. Se algum dia ela diz que anda estressada e depois você a vê na Yoga ou na terapia, alerta vermelho.

Se ela diz: "ah! quero morar fora algum dia..." E meses depois está em aulas intensivas de espanhol, inglês ou francês, sinal amarelo. Fique atento a essa futura mulher que faz.


Para alguns são mulheres de atitude. Dito assim parece slogan da campanha da Marta Suplicy. Não é disso que falo. Lembro-me mais da campanha do Bamerindus. Gente que faz. Para os mais machistas, mulheres que fazem podem parecer desesperadas. A linha é tênue mesmo, e se não ficar atenta a mulher que faz beira o desespero. Acho que alguns homens fazem propostas a mulheres assim e pensam: "Ela não vai aceitar". E pasmam quando aceitam. Ainda acredito nas mulheres que fazem e não estão desesperadas. Fazem porque acreditam e querem e vão até onde dá com isso. Até fazer a envergadura, até onde seu limite a permite.

Mulheres que fazem, fazem tanto, mas tanto, que se não querem mais...fazem também o fim, mas isso é uma outra história.


Faxineira Ponto G


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Como pode o peixe vivo viver fora d’água fria?

Como poderei viver? Sem a tua companhia?

Gente! Não sei como isso funciona. Se é pela lei da atração, se é algum tipo de ritual, se é por nada mesmo.
Só sei que existem pessoas sem companhia. Eu por exemplo! Sempre tive assim durante a maior parte dos meus anos vividos. Têm pessoas que viveram a vida toda acompanhadas. Algum estudioso poderia me explicar?
Feiúra não é motivo de se estar só! Burrice também não! Há muitos homens e mulheres no mundo e solteiros. Uns por opção outros por não terem opção. Oportunidades vêm e vão, mas as pessoas continuam sozinhas.
Muitos vão pensar que isso aqui é dor de cotovelo minha. Não! Apenas estou comentando algo que me veio no pensamento agora: Estar sozinha na maioria do meu tempo.
Adoro “ficar sozinha” em casa, nas minhas caminhadas, nas compras, mas isso não implica que gosto de “estar sozinha”.

Tem uma amiga nossa que mora em Brasília-DF que sempre está com alguém. Virou até lenda pra mim.

– Ela tá namorando!

- Ela não tá mais namorando!

– Ela tá namorando!

- Ela tá indo embora com o noivo!

– Ela tá casada!

- Ela tá solteira!

- Aposto que ela já tá quase namorando de novo! rs


Tá vendo? Temos amigas que têm sangue doce! Assim são várias.

Mas temos também várias que não tem nenhum mosquitinho chupando. E não é por causa de feitura e de burrice. E o que é melhor: são sexys, bem sucedidas, bem vestidas, lindas...como pode o peixe vivo viver fora d'água fria? tá todo mundo doido pra se molhar! muita gente querendo mergulhar de verdade. nem que se seque e se molhe de novo.

Faxineira: Marinha do Brasil


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Banheiro feminino - espelho, espelho meu...




















Passa da meia-noite. Ela está na boate. Está tontinha, mas ninguém nota. Só ela sabe.
Até que resolve ir ao banheiro.

_Ana, vamos ao banheiro, amiga?

É de praxe, mulheres não vão ao banheiro sozinhas. Concentra-se para não dar mancada, anda um passo atrás do outro - devagar, isso: de-va-gar... Rebola pouco, já que rebolar está entre os indícios de embriaguez, e ensaia os passos até ao toilet.

Ao passar por uma cortina de metal que cobria a porta de entrada, não é uma persiana - mas parece - ela muda de fisionomia. O banheiro a transforma e muda também Ana, que até então parecia ter passado a noite à base de água com gás.

_Tô bêbada amiga.... - quem confessa é Ana.
_Eu também - ela diz enquanto se escora no espelho. Os olhos, antes brilhantes e cheios de rímel, agora estão vermelhos. O lápis preto borrou o blush. O batom é uma lenda.
O banheiro está lotado, elas falam pelos cotovelos, todas parecem Amy Winehouse, mas antes de entrar, curiosamente, estavam mais para Gisele Büdchen. No pufe, três mulheres estão jogadas.
_Nossa! Meu cabelo tá o puro cigarro - incomoda-se uma loira que antes parecia glamurosa na pista da boate.
Elas tiram os sapatos, passam pela maratona de usar o vaso sanitário público, pegam a bolsa de maquiagem e... fazem milagre!Amarram os vestidos, limpam os pés, calçam os sapatos, mexem nos cabelos. Se retocam. Ainda estão bêbadas quando deixam o banheiro, mas isso dura só até a cortina de metal. De lá, voltam a ser Gisele Büdchen, misteriosamente. Seus namorados nem percebem, nem podem. Existe uma mágica, depois que a cortina é vencida, esse é mais um dos segredos de banheiro, que por lá ficam.

Faxineira ponto G

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Prazer pela metade


Assim como já fizeram a Rafaela do blog Puro ou com gelo e o Ferreira do Blog Ainda sem Nome, segue abaixo um texto que não é meu, mas que li e achei legal por isso compartilho neste espaço.

Prazer pela metade
Leila Ferreira
*Jornalista,apresentadora de TV, escritora. Mineira de Araxá, ex- Globo, atual TV Minas.


Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido - uma só. Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.

Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação. O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.

Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.

E por aí vai. Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação.... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão. Às vezes, dá vontade de fazer tudo 'errado' - deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'. Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia, a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora. Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de coco, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Clive Owen embrulhado pra presente - não necessariamente nessa ordem.

Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.



Postado pela faxineira ponto G

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Canção dos homens


Esse vai, principalmente, para os homens que são leitores desse espaço...


Hoje lendo alguns jornais, blogs, leituras por ai, bati os olhos nesse texto da Lya Luft... Gosto muito do trabalho dessa escritora e , esse texto traz uma reflexão sobre o quanto nós, mulheres, que, as vezes, já fomos (e ainda somos) tão injustiçadas pela nossa cultura, também algumas vezes somos injustas com os homens.


Segue abaixo alguns trechos do texto. É sempre bom para para pensar, ver/ouvir o outro lado, ainda mais quando quem expressa o que ele sente é uma escritora como Lya Luft.




CANÇÃO DOS HOMENS




Que quando chego do trabalho ela largue por um instante o que estiver
fazendo – filho, panela ou computador – e venha me dar um beijo como os de
antigamente.Que quando nos sentarmos à mesa para jantar ela não desfie a
ladainha dos seus dissabores domésticos. E se for uma profissional, que divida
comigo o tempo de comentarmos nosso dia.
(...)

Que ela não me humilhe porque estou ficando calvo ou barrigudo, nem comente
nossa intimidade com as amigas, como tantas mulheres fazem.Que quando conto uma
piada para ela ou na frente de outros, ela não faça um gesto de enfado dizendo
“Essa você já contou umas mil vezes!”

Que ela consiga perceber quando estou preocupado com trabalho, e seja
realmente carinhosa, sem me pressionar para relatar tudo, nem suspeitar de que
já não gosto dela. Que quando preciso ficar um pouco quieto ela não insista o
tempo todo para que eu fale ou a escute, como se silêncio fosse sinal de falta
de amor.
(...)

Que com ela eu também possa ter momentos de fraqueza e de ternura, me
desarmar, me desnudar de alma, sem medo de ser criticado ou censurado: que ela
seja minha parceira, não minha dependente nem meu juiz.

Que cuide um pouco de mim como minha mulher, mas não como se eu fosse uma
criança tola e ela a mãe onipotente; que não me transforme em filho. Que mesmo
com o tempo, os trabalhos, os sofrimentos e o peso do cotidiano, ela não perca o
jeito terno e divertido que tanto me encantou quando a vi pela primeira
vez.
(...)

E que se erro, falho, esqueço, me distancio, me fecho demais, ou a machuco
consciente ou inconscientemente, ela saiba me chamar de volta com aquela ternura
que só nela eu descobri, e desejei que não se perdesse nunca, mas me contagiasse
e me tornasse mais feliz, menos solitário, e muito mais humano.


Postado por faxineira Lady D.

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Banheiro feminino: teste de equilíbrio

Ahhh, a modernidade. Um brinde a tudo que é moderno. Coisas simples do cotidiano se tornaram absolutamente inovadoras e chegaram até, ainda bem, aos banheiros, toiletes, WCs da vida.
Alguns exemplos vanguardistas no banheiro estão no nosso dia-a-dia. Um deles é o assento de papel, feito para salvaguardar mulheres e homens que querem pôr o traseiro (leia-se: popô, bunda, bumbum) no vaso sanitário dividido por milhares de pessoas. Em um bar, eu fico segurando até o último segundo para não ir ao banheiro. Mulher em banheiro público sofre, é preciso malabarismos circenses para se equilibrar e conseguir urinar. Às vezes, seguro tanto, que evito até uma risada mais ousada. Depois de uma boa gargalhada é inevitável uma lágrima escorrer de um outro ponto do corpo.

Os assentos de papel (e de plástico - é... têm uns de plástico que giram no vaso) são muito bons. Uma invenção moderna e simples, igual aos sachês de maionese, catchup e mostarda. Para mim, ir a um WC com assentos é maravilhoso. Outra modernidade está em alguns banheiros orientais. Em Xangai, no aeroporto chinês, a descarga é automática à suspensão do popô. É de levar um susto quando - de repente - antes mesmo de se limpar, a descarga dispara! Mas ainda penso ser o assento mais importante para um banheiro feminino.
Primeiro, porque é impossível se equilibrar por 10 minutos em cima de suas próprias pernas e ainda ter que controlar o jato de xixi. Quando não estou muito disposta, entro naqueles toiletes reservados para deficientes físicos, pois neles há sempre uma barra de ferro na qual a gente pode se segurar e se manter na posição semiagachada sobre o sanitário. Pelo menos uns 100 neurônios devem funcionar, e uns 50 músculos, enquanto uma mulher usa o banheiro público.

Repare:
1) ela segura o peso do corpo sobre as pernas;
2) se estiver de saia, uma das mãos tem que segurá-la e evitar respingos; do contrário, segura a calcinha para evitar que a mesma encoste em qualquer parte do banheiro (argh!);
3) com a outra mão, a mulher procura desesperadamente uma parede para escorar e evitar que o jato atinja a saia a calça ou os pés (ufa!);
4) por fim, mentalmente, a mulher controla o jato de xixi, se for muito leve ela passará pelo menos 30 minutos na posição que é super desconfortável, se for muito forte, ela possivelmente sairá do banheiro como se estivesse sentado em um suco de limão, o ideal é a moderação, oscilar entre forte e fraco.
Não sei como funciona com outras mulheres, mas para mim a depilação interfere diretamente no direcionamento do jato. Para um melhor desempenho em banheiros públicos, sem sujeiras, o melhor é manter "ao natural".
Quero sugerir aos cientistas especializados em banheiros que uma cadeira suspensa seja testada para facilitar a vida das mulheres em banheiros públicos. Na China, em Dubai, na Coréia e também em várias partes desse imenso Brasilzão, há banheiros com um buraco no chão. Assim a mulher apenas se agacha e não precisa se equilibrar. O visual do banheiro não é lá essas coisas, mas as nossas pernas agradecem!

Outra solução, eu li no blog Marketrix. Segundo o blog foi criado o P-Mates, um dispositivo biodegradável que nos permite realizar essa tarefa como os homens, de pé. A invenção é do Canadá. Em alguns bares locais, as placas dos banheiros masculino e feminino foram invertidas. Assim, ao entrar no toilete, a mulher se depararia com o famoso mictório masculino.

Placas de sinalização foram colocadas no chão e nas paredes, acima do mictório, onde também havia amostras do produto. Agora me diz, como é que seria isso?

As fotos são dos sites: Marketrix, Picasa (Gabriela), Cidão entre outros


Faxineira ponto G

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Só pra descontrair...


Postado por faxineira Lady D.

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MEDO DE PSICANALISTA


No gancho da ponto G...


Também assisti o café literário com a Maitê neste domingo 21 de setembro. Muito interessante. Mas além da fala sobre a mulher, o que mais me chamou a atenção foi quando Maitê tratou das várias capas que nós nos cobrimos. E tentei imaginar em mim essas capas. A gente permite muito isso.

Colocamos caras, bocas, sentimentos em nós mesmos sem querer nos mostrarmos de verdade. Se bem que se nos mostrássemos de verdade entraríamos em conflito com outras pessoas. Caos total, ou de repente não. Nunca se sabe.

Também fiquei com um pouco de medo pela Maitê. Ela estava conversando com um psicanalista. Demonstrar o seu pensamento para ele foi meio teatral no início, mas senti que ela logo se libertou das tantas capas que a vida ajudou colocar em si própria. Fiquei com medo por que ele estava analisando ela. Sei que estava! Eu estava...!

Então pensei: E se fosse eu falando com um psicanalista?

Às vezes me sinto tão normal. Tão racional que sinto medo disso tudo ser uma loucura, sei lá, se sou uma louca sem ter loucuras. Já parei pra pensar nisso sabia???

Melhor um louco com loucuras expostas do que uma louca com loucuras na alma!!!

Pois bem, tenho medo de procurar um psicanalista pra falar sobre isso, medo de encontrar minha verdadeira capa. Tá tão bom debaixo das tantas que me vesti. Não que eu queira enganar pessoas, não é esse o objetivo. Quero ser eu sempre, mas a gente cria capas e pronto.

Algumas amigas já me falaram que é bom. Que você percebe alguns erros em você e tenta corrigi-los, mas e se isso me confundir mais ainda?

E esse negócio de entender a mente é muito perigoso.

E de mexer com ela também. Tenho medo de usar drogas e não conseguir voltar ao normal. Lança perfume nem pensar!

O álcool ainda vai, que já experimentei e sei que volto ao normal, a leitura funde, mas volta ao normal, o sono relaxa, mas depois volta ao normal...

Mas tenho medo de um psicanalista por que ele pode conhecer muito mais de mim mesma do que eu. Isso é por que eu não quero me mostrar. E se eu não quero me mostrar, já criei tantas capas, por que então eu iria num psicanalista?

Pra me descobrir e depois usar capas novamente?

Tenho medo de psicanalista. Acredito que eu preciso ir num primeiro pra me sarar de ter medo, pra depois eu criar coragem de ir em outro para eu me conhecer melhor. Quem sabe eu vá qualquer dia desses.



Faxineira: Marinha do Brasil

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