Ajudar não dói (depende)


Alguém aí se lembra daquele desenho: Eek the cat? Um gatinho azul, gordinho, inimigo do cachorro Shark?






A frase célebre do Eek era: "ajudar não dói". E por causa desse conceito ele se metia em cada uma pior que outra em nome do espírito de solidariedade. Eu sou meio Eek. Quero sempre ajudar as pessoas, mesmo que elas não me peçam. E por causa disso, descobri que, às vezes ajudar dói sim, e muito.
Olha a carinha do Eek
O que é um favor acaba virando uma obrigação e as pessoas não acham que você só "queria ajudar". Vamos citar exemplos, hipotéticos. Imagine que alguém te peça um favor do tipo: pegue para mim o telefone de beltrano e sicrano por favor? Você consegue o número a duras penas e repassa ao interessado. Em seguida, ele volta com e diz, sem pretensão nenhuma: "Não consegui falar nesses números, acredita?". E você: "Vou tentar conseguir outros". E pensa: afinal, ajudar não dói.

Depois de mais umas horas, você consegue o número. Repassa de novo para a figura. Ela volta em minutos: "Faz o seguinte, você pode ligar para mim, é que tenho que sair e você conhece a pessoa...." Era só um favor e agora você já tem a obrigação de ajudar. Mesmo assim, você respira e pensa: tudo bem, ajudar não dói, e diz: "Tá bom, me passa o seu telefone que passo para a pessoa". Passado um tempo você liga, milagrosamente, consegue falar e diz: "Olha, fulano pediu para eu te ligar ele quer falar com você e quer que retorne no número X". Você não sabia do que se tratava, você não fazia idéia do assunto que ambos poderiam dizer, apenas disse: ligue para fulano no número x.

Mas acontece que, dois dias depois que as duas figuras falaram de coisas que você nem faz idéia, uma terceira pessoa aparece: seu chefe. Te chama numa ligação mais seca do que o Tocantins (que está há 5 meses sem chuva, 44º , e umidade relativa do ar abaixo do normal): "Eek the cat, venha à minha sala". Você já vai preocupado. Ele começa fazendo rodeios...mas vai ao ponto quando você faz cara de quem não está entendendo nada.

- Sabe o que é Eeke, beltrano (aquele que te você apenas ligou fazendo um favor à figura) veio aqui nos cobrar uma grana e ele falou em você, disse que você tinha ligado para ele.

É isso meu caro Eek. Você se lascou. Queria ajudar e se lascou. Não importa o que você diga, foi com você que o beltrano falou. É do seu nome que ele se lembrava. Primeira lição de que: ajudar dói.

Eek se lascando com seu arquinimigo Shark

Um outro exemplo eu vi na net. Em Araranguá - não me pergunta onde fica -, depois da experiência vivida numa madrugada, o pescador AC, 39, vai pensar duas vezes antes de dar uma carona para ajudar alguém.

Ele estava com a moto estacionada perto de um clube no Morro dos Conventos quando um sujeito aparentemente desesperado se aproximou pedindo uma carona, dizendo que foi avisado que o filho pequeno teria ficado muito doente, e por isso, ele teria urgência em chegar em casa.

Movido pela solidariedade, a vítima pegou a moto, e convidou o caroneiro. Numa ruazinha muito escura, o caroneiro disse que morava por ali, e que queria desembarcar, mas antes pediu um dinheiro para o bom homem, alegando que seria usado para comprar remédios para a criança. O motorista então desceu da moto, e como estava escuro, resolveu usar o farol da moto para contar o dinheiro, e ver com quanto poderia colaborar. Nesse momento, o falso pai desesperado atacou o benfeitor, roubando R$ 140 em dinheiro, e ainda tentando levar a moto, que segundo a vítima, só não conseguiu porque os dois entraram em luta corporal, e como o dono da moto era mais forte, o larápio fugiu ao perceber que ia perder a parada.
Não que não devamos ser mais solidários. Mas vale aquele velho ditado "Apanha com o cajado quem se mete onde não é chamado".


E dependendo da situação diga NÃO. Ajudar às vezes dói.




Faxineira .(ponto) G








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No consultório...



Coincidência ou não, o post da minha amiga .ponto G sobre a pílula anticoncepcional coincidiu com uma consulta minha, destas de rotina mesmo, à minha ginecologista. Freqüento a mesma médica há quase oito anos. Muita gente pode pensar “que bom, dá pra manter um histórico legal da sua saúde”. E sim, esta é uma grande vantagem. Mas ela também é a mesma médica da minha mãe e das minhas duas irmãs. O que faz dela uma médica de família, uma amiga, que conhece todo mundo e que conversa sobre isto. Então, acaba que minha vida sexual pode não ser tão discreta quanto eu gostaria que minha mãe achasse que é.




E os homens reclamam de fazer exame do toque uma vez depois dos 40 anos...


Eu já até tentei trocar de ginecologista, mas acabei sendo fiel mesmo a minha de sempre. É quase como uma relação antiga. Eu já não me sinto mais (tão) desconfortável em usar aquele jaleco ridículo aberto na frente, já não fico tensa e as conversas são sempre divertidas.

Mas a tal hora de colocar na gente aquele diacho de bico de pato, nunca muda. É incomodo, machuca e, mesmo tendo mudado de metal pra acrílico, ainda é frio. O que me levou à seguinte indagação: porque indústria de instrumentos ginecológicos não muda à séculos (literalmente) sendo que os sexy shops têm modelos de vibradores e coisas afim cada vez mais modernos? Porque não fazem aquele bico de pato horroroso revestido em ciber skyn? Ou silicone? Ou jelly?




Não meninos. Não é este o bico de pato. Este é o patinho bonitinho



Um amigo me disse que é porque homens é que projetam os instrumentos ginecológicos. Mas aí eu pensei: mas são homens também que projetam os vibradores, cápsulas, pintos de borracha e tal.




Este aqui é o vilão


Já minha amiga .ponto G deu uma super sugestão para melhorar as condições das visitas ao ginecologista. Eu dei uma incrementada e ficou assim: Primeiro, na entrada do consultório, nada de secretárias sisudas, de uniforme verde clarinho e sorrisos educados. Estariam lá três caras saradões. Um negro, um loiro e um moreno. A gente teria o direito de escolher o gostosão que nos atenderia. Entrando no consultório, direito a um super amasso, com música e meia luz. Aí, o cara nos deitaria na maca e o médico então colocaria o bico de pato revestido de ciber skyn aquecido no lugar apropriado e faria a consulta, enquanto o gostosão massageasse os nossos mamilos.


Eu, particularmente, passaria minhas consultas semestrais pra diárias. E acredito mesmo que ia diminuir drasticamente as doenças ginecológicas, quiçá as sexualmente transmissíveis.









Hum... ok, doutor, pode colocar o bico de pato...hum... fundo....






Faxineira: Fá



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Guerra dos sexos



Se não fosse o baita tesão que tenho nos homens, a atração física, o desejo sexual pelo pinto - gosto de falar assim - sinceramente, me relacionaria com uma mulher.

Apesar de menstruarmos e termos TPM (Tensão Pré-menstrual, ou Tendência para Matar) nós falamos a mesma língua. Eu não consigo entender os homens. Ok! Sei que eles têm só dois botões: o de liga e o de desliga. E que, conforme todos os livros junguianos, e os outros de auto-ajuda: "Homens são de marte, mulheres são de vênus", "Ele", blá, blá, blá... eles são menos complexos que nós, me indigna o fato de, sendo nós mais complexas e completas, que cabe à nós o imenso fardo de compreender que eles "não conseguem se abrir", que são ligados às mães, que têm medo da entrega. Primeiro, não sou estivador. Sou mulher. Segundo, se não conseguem se abrir que façam terapia, não sou psicóloga, se são ligados às mães 30 anos depois de cortarem o cordão umbilical, que procurem um psiquiatra mais freudiano. Tomem remédios, se virem!

A ciência podia evoluir e criar um vibrador com cérebro, ou melhor, um vibrador que tenha um gravador também para dizer palavras doces no nosso ouvido e um cartão de crédito (estou exagerando, sabemos que homens tem mais a oferecer do que isso...abrem latas, trocam lâmpadas...levam cargas...). Mas eles também superestimam o pinto, então, por que não brincar com isso?

O fato é que os homens ainda não estão prontos para essas novas mulheres. É só olhar em volta. Tirando uma ou duas que realmente estão desesperadas pela ausência de homem do mercado - e é nisso que os homens se agarram para serem canalhas - a maioria de nós realmente não "precisa passar por isso". Essa expressão "não preciso passar por isso" é que leva a cabo a maioria dos relacionamentos.

Outro dia li na revista que a Elba Ramalho (que aliás está horrível com a cara de botox)tinha perdoado o Gaetano (aquele gato do marido dela) de uma traição. Super fácil assim: ele é um gato muito mais novo, super amoroso e etc. Assim é fácil perdoar...agora alguns caras são feios, pouco amorosos, lascados do talo e, pasmem!, mesmo assim ainda se sentem no direito de trair. Ai não né? Ai fica difícil perdoar. Até para trair é preciso habilidade...rs. E a mulher de hoje, como Elba Ramalho "não precisa passar por isso". Agora ela se separou dele, ao que parece.

Na época de nossas avós, havia a necessidade de se passar por cima dos mais distintos valores pessoais; mulheres não trabalhavam, não tinham grana, tinham uma renca de filhos e não sabiam nada além do que executavam em casa. Hoje não é mais assim, boa parte das mulheres trabalha e, o que é melhor, ganha mais que seus namorados, noivos ou maridos. A casa quando não é dos dois, por vezes é da mulher. Ou seja, a mulher realmente "não precisa" engolir certos sapos. E o desafio agora para o homem é o que sempre deveria ter sido: ser feliz e fazer feliz a sua companheira. É isso ou tchau. Apesar que essa nossa indenpendência nos deu também uma certa arrogância, que precisamos administrar. Mas mesmo assim, sobra sempre para as mulheres. Esses dias estava no trabalho e uma mulher limpava o chão e eu disse: "Nossa, estou tão cansada. Só quero dormir". E ela: "Eu também, mas chegando em casa ainda tenho que limpar a casa e cuidar dos filhos". Imagine! E ainda precisa estar sexy porque senão o cara larga ela por uma mais "amorosa". Não é mole não...Lembrem-se de suas mães. De como elas conviviam em casa.


Não há mais dependência financeira, não há mais medo de ficar só com os filhos...então cabe aos homens agora o que deveria sempre ter cabido nos relacionamentos: ser felizes e fazerem felizes suas mulheres. Parece que nem todos os homens sabem como lidar com isso. O duro é que nem nós sabemos ao certo o que nos faz felizes....é uma busca constante. Coitados, nem todos foram acostumados a isso. Mas...como disse no começo: problema deles. Tivemos que nos adaptar depois da queima dos sutiãs. Tivemos que ir pro mercado e ganhar menos, tivemos que disputar vagas com eles, ir para as universidades (mesmo com filhos para criar - que o digam as mulheres das gerações 70 e 80). Tivemos que ler livros de auto-ajuda para nos manter serenas com todas as responsabilidades (que o façam!), tivemos que entrar na terapia para entender os conflitos em casa e até para saber lidar com eles (que eles também entrem). Tivemos que mudar nossa rotina para a tripla jornada - casa, trabalho, filhos e etc. Tivemos que fazer aulas de pompoarismo, tivemos que colocar silicones, malhar, fazer dietas...Somos sempre nós que temos que nos adaptar. Por isso, admiro mais as mulheres que os homens. E isso me leva a dizer que se não fosse todo o desejo do que é oposto - e que vai além do pinto, o oposto como um todo -, seria muito mais simples namorar mulheres. Já ouvi muitas de nós falarem isso. Mas têm aquelas que falam também: "ainda bem que sou mulher e gosto de homem, porque mulher é muito complicada". Realmente, somos. Mas que eles se adaptem ao nosso jeito também.

Já que há a diferença e não há como negá-la. Viva a diferença e que busquemos o equilíbrio. Mas equilíbrio são dois lados da balança. Os dois precisam se doar. E não apenas a mulher. Fica o protesto!

PS.: isso é um personagem feminino. O ponto G. Feminista, a visão feminista e anarquista das mulheres. Não sou eu, pelo menos não meu "eu" todo. Sou feliz com o homem que tenho, muito obrigada. Não pensem bobagens. É um texto para ser engraçado, divertido e fazer os homens pensarem, porque muitas mulheres pensam assim...ok? Beleza? Então tá.E viva a liberdade de expressão...

Faxineira .(ponto)G

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A pílula






Sabe aquele comprimidinho, pequenininho, que nada pesa e que tem um dia certo na semana para se tomar? Então, a pílula anticoncepcional. Quem diria mas, depois do sutiã, a pílula é um instrumento de feminilidade mais moderno, mais necessário, mais enlouquecedor - que nos digam os nossos hormônios - e causador dos maiores enfartos entre mulheres (não há estatísticas do IBGE não, é pura "glestatística" mesmo). Os enfartos são ocasionados quando há aquele velho esquecimento não proposital, de tomar a bendita.

Ontem vendo Pantanal - é Pantanal, a novela que está reprisando no SBT - a princesa, personagem que se apaixona pelo personagem do Almir Sater, tinha uma cena tórrida de amor e depois era interrogada pela mãe, no quarto: "Você está tomando a pílula?". Ela não estava.

Mesmo para quem usa camisinha - que é mais seguro e recomendável - a pílula é um acessório a mais para proteção contra gravidez. Afinal, camisinhas arrebentam (não é comum, mas acontece). E a camisinha feminina, que nos garantiria a liberdade da imposição masculina (pasmem! Em pleno século 21, tem homem barbado que não usa camisinha sob o argumento de que - abre aspas - é de uma geração sem Aids - fecha aspas), voltando à camisinha feminina: é muito estranha! Parece um coador. Mas a pílula não é confiável, somos seres avuados e nem sempre lembramos de ingeri-la. Que me desculpe Odair José, mas a pílula é um produto de extrema necessidade. Controla o período menstrual, diminui o risco de ser mãe, auxilia mulheres com ovários policisticos. Mas dá um baita susto.

Esquecer de tomar a pílula é o fim para a mulher. Primeiro porque temos apenas 12 horas depois do esquecimento para lembrar de que esquemos e que devemos tomá-la. Se esquecemos, será que lembraremos? Difícil. Depois, é preciso, quando lembrado o fato, tomar duas pílulas, a do dia anterior e a do dia mesmo. Um monte de hormônios e outras cositas ingeridas de uma só vez. Haja estômago! Por fim, a gente tem que passar o resto do mês num jejum sexual para evitar que, sei lá, um espermatozóide mais afoito, drible o sistema e consiga atingir o óvulo. O único lado bom disso tudo é que a menstruação nunca será tão desejada, tanto para o homem quanto para a sua parceira. Quem diria?

Abaixo algumas dicas do médico ginecologista, Lister Macedo,sobre o uso da pílula:

1. Mulheres mais velhas: Segundo o ginecologista, a idade é um fator muito importante na hora de receitar o anticoncepcional. “As mulheres jovens são as mais indicadas para serem usuárias da pílula”, diz o dr. Lister. “Até perto dos 35 anos, salvo condições de saúde particulares, não há problemas. Já perto dos 40 anos a gente costuma indicar outros métodos contraceptivos.”

2. Mulheres fumantes: Outro fator de contra-indicação, devido ao risco de tromboembolia ser mais elevado em fumantes. “Aqui novamente a idade é fator determinante. Uma mulher fumante com mais de 35 anos não deve tomar pílula”, afirma o ginecologista.

3. Mulheres com histórico de trombose: “Não devem tomar pílula, seja em que idade for”, diz o dr. Lister.

4. Mulheres esportistas: “É um mito a história de que esportistas não devem tomar pílula. Na verdade, o remédio pode até auxiliar na regulação da menstruação destas mulheres que, por terem menos estrogênio no organismo, podem ficar com o ciclo desregulado”, diz o médico.

Para finalizar, o dr. Lister ressalta que, pelo fato de a pílula ser um hormônio, é uma escolha totalmente individual, que deve ser feita pelo médico, que conhece você, seus hábitos, seu histórico. Cada mulher tem um perfil hormonal, então uma pílula que é maravilhosa para mim pode ser um desastre para você. Confie no seu médico e faça a melhor escolha.


Faxineira .G

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Determinação


"Para tornar alguma coisa forte, ela definitivamente tem de ser presa bem firme em todos os quatro cantos. Você tem o pensamento, você tem o entusiasmo e você também tem a meta. Mas enquanto prosseguindo existe um canto que fica frouxo. Esse canto é a determinação. Você pode ter que se curvar, você pode ter que se moldar na vida, você pode ter que tolerar, você pode ter que ouvir, mas você nunca pode abandonar o seu pensamento. Isto é chamado de determinação"

Brahma Kumaris

Engraçado, mas hoje, antes de vir para a produtora, eu estava pensando justamente nisso: na determinação. Fiz uma oração no carro e tal - tenho feito muito isso ultimamente, em vez de ouvir o rádio, o Compadre Pimenta, eu tenho feito uma oração silenciosa - e em vez de rezar pelos amigos e família, como faço sempre, rezei por mim mesma.

Dias atrás eu quis colocar um brinco a mais na orelha, há anos estou com isso na cabeça, essa vontade. Advinha? Estou com brinquinhos a mais....Na verdade, a gente tem que olhar mais para a gente. Respeitar nossos pensamentos e nossos limites. E no fim, como na mensagem acima, nem que tenhamos que nos curvar, esperar dez anos, mudar, ceder diante das intempéries da vida, que mantenhamos o nosso pensamento.

Já reparou que às vezes a gente cede para todo mundo e, quando percebemos, estamos fazendo o que os outros querem...E o que queremos? Olhar para si mesmo é complicado...achar essa resposta então, putz!

Faxineira .G

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Leveza


É preciso ser leve, segundo Brahma Kumaris, guia espiritual.

Esta semana, recebi de uma pessoa querida aqui na campanha eleitoral que estou fazendo, a Adriana - super espiritualizada, professora de Yoga - um cartão, com uma mensagem de Brahma Kumaris. Vamos ler juntos:

"Quando o sol brilha suavemente lá no alto, as flores se voltam para ele para captar luz e calor. Da mesma forma, torne-se puro e despreocupado como o sol. Deixe que a doçura e a jovialidade brilhem naturalmente no seu rosto. Com a especialidade da leveza você será capaz de inspitar os outros a se tornarem leves também".

Faxineira .G

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Sobre os interesses das pessoas


De que são feitos os homens? Cada vez mais essa pergunta me consome....é preciso saber o que queremos e para onde vamos, e o que nos move.

Hoje mesmo o que me move é o meu interesse em fazer dois furinhos nas minhas orelhas. Estou tentando focar apenas nas coisas simples... Talvez tomar um chá à tarde, coisas do tipo.

Penso que estamos tão sufocados pelo nosso próprio ego, por interesses que não são reais que nos tornamos "coisas". Gente de verdade não se preocupa com bobagens.

Não sei você, mas eu quero ser gente de verdade. E quem sabe até o final da semana, estar com minha orelha com dois buraquinhos a mais....

Enjoy!
Faxineira .G

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As boas do verão...


A marquinha do biquini que o sol deixa...
Os corpos quase nus que o calor deixa...
A cerveja gelada que mata a sede...
A areia do rio Araguaia...
A água morna do rio Tocantins...
A paquera na noite agitada...
Os ritmos que atraem...
Os olhares que se encontram...
As famílias que se reencontram...
Os amores que se reencontram...
O vento que despenteia...os cremes que os penteiam...
A água de coco que hidrata...
O forró que balança...
O arrocha que arrocha...
O trance que enlouquece...
O sabonete que espuma na beira d’água que lava...
A canoa que leva...para tarrafa sem peixe...
O sol que queima e deixa a marca que é levada...
A saudade que fica...

Faxineira: Marinha do Brasil

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Sobre sintonia ou "eu não sei dançar tão devagar, pra te acompanhar"


Poucas coisas na vida da gente exigem tanta sintonia quanto dançar. Sem que seja necessário uma palavra, quando se dança acompanha-se mentalmente o ritmo do parceiro.

Engraçado, não sei se todos percebem, mas é sempre a mulher que é "levada" a seguir o ritmo do parceiro em danças de salão. É ele quem guia. Ela segue....acompanha, vai no ritmo dele. Será que assim devem ser os relacionamentos?

Se há essa regra, quem a instituiu?

O certo é hoje em dia tenho dançado como o vocalista do Biquini Cavadão, ou do REM. Uma coisa entre desritmia e arritmia.

Sobre descompasso.

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Como terminar um relacionamento



Lendo os posts de Ferreira Neto e Kassandra decidi também eu comentar sobre como dou cabo a uma relação.

Primeiro, tive poucos relacionamentos - que possam ter esse nome. Em todos eles, na maioria das vezes, eu terminei. Num dos meus primeiros, o cara mais velho ficou com outra mulher em uma festa, depois de uma briga. Foi hilário! Eu não precisava de motivo mais forte. Voltei para casa, não liguei mais (estava subentendido: babaca! Não me ligue mais...). Porém eis que um dia de verão, o meu telefone toca e não era mensagem de feliz natal.

Ele diz: "Precisamos conversar" - frase tipicamente usada quando alguém quer terminar com outro; mas não era o caso. Eu: "Não há o que conversar". E ponto. Desliguei. Não havia o que dizer, contra fatos não há argumentos. O melhor quando você vai dar um basta é deixar que ele saiba que você sabe, que o sábio sabia que o sabiá sabia assoviar... Em suma: se ele "traiu" você, em caso de querer terminar, deixe que ele saiba. Isso dá à mulher um certo poder. O poder de ele ter que conviver com isso, de pôr em dúvida o seu caráter "ilibado". O poder de chamá-lo de canalha em todas as rodas femininas. Um cara que trai vira arroz de festa na boca das mulheres, é quase que como um cara ruim de cama. As notícias correm.

E, homens, por mais que vocês digam que isso não os incomoda, isso "queima" vocês diante dos olhares femininos. Nesses casos, quando o homem "pego no flagra" passar na rua será acompanhado de olhares de reprovação de mulheres de 15 a 95 anos. "Tsc tsc", cochichariam elas. Se bem que, para alguns, a má fama proporcionaria bons casos. Mulher adora pegar canalha e meter-lhe bons pares de chifres, coisas de ir à forra que antes era apenas resguardadas aos cuecas.

Outra boa maneira de terminar é também traindo o homem. Mas isso poucas mulheres fazem. Ainda somos muito ligadas à criação judaico-cristã que recebemos em nossa família. O engraçado é que alguns homens, em caso de traição feminina, recusam-se em "abandonar o osso". Deve ser algo ligado a admitir, quando eles aceitam o fim do relacionamento nesses casos, que ele falhou como namorado. Vai entender?!?

Se essas duas opções falharem, o bom mesmo é dizer a verdade. "Olha camarada, não quero mais você. Não te trai, não quero saber se você me traiu, mas não te quero mais". Isso dói muito fundo no orgulho masculino. Não há motivo: você perdeu a graça. Creio ser pior que arrumar outro. O ruim dessa decisão é ter que aguentar o cara no seu pé por meses, ligando, como se sua decisão pudesse ser mudada ou que ele ganharia sex appel em meses.

Houve uma vez que um dos meus namorados terminou comigo. E ele o fez para que a situação se invertesse. Explico: depois de muitas atitudes estranhas da parte dele, de encontrar objetos diferentes em suas coisas pessoais, de saídas inexplicadas em horários estranhos, houve uma ligação no celular que eu retornei. Detalhe: celular dele. Em seguida, questionei a ligação a ele. Com quatro pedras na mão, ele terminou comigo. Fiquem atentos aos argumentos por ele usados, "você mexeu na minha privacidade"; "você é louca" - esse aqui é o pior, homem que o usa, dificilmente não tem culpa no cartório; "você não confia em mim". Pra mim, esse cara usou as melhores técnicas. Me traiu e ainda terminou comigo sob acusação de eu ser uma mexericona nas coisas alheias. Nota 10 para ele!

Eu também uso uma tática. Vou perdendo a pessoa dia a dia dentro de mim. Até que não sobre mais nada e então eu diga: acabou. Não quero mais. Não pelo outro, mas por mim mesma.

Faxineira: .G

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