Café Filosófico sobre o feminino

Filosófico" e o tema era: O Feminino. Na bancada, a atriz Maitê Proença e o psicanalista Jorge Forbes. Faxineira ponto G

Filosófico" e o tema era: O Feminino. Na bancada, a atriz Maitê Proença e o psicanalista Jorge Forbes.
Então, existe no ar toda esta transição da mulher antiga para a mulher moderna. E tem também o que o homem antigo tem feito para se tornar moderno. E já tem até os homens modernos! Mas o fato é que nós, homens e mulheres, estamos sendo constantemente bombardeados com informações. Livros e mais livros sobre as diferenças do feminino e do masculino, capas e mais capas de revistas, das femininas até as científicas, falando que os homens são objetivos e as mulheres falam demais.Mas o que eu sinto é que tem de tudo no mercado. Homens antigos. Homens antigos com verniz de modernos. Homens modernos na batalha para conseguir acompanhar as mulheres. Mulheres antigas, mesmo nascidas a pouco mais de vinte anos. Mulheres frias e que não são de conversa.
Sei que sim, existem diferenças entre homens e mulheres, mas acredito que elas estão ficando mais tênues. A diferença está mais em cada ser humano do que em uma simples disposição de sexo. Não posso afirmar que mulheres são mais complexas do que os homens se já vi homens perdidos e fragilizados. Desde que chorar e expressar seus sentimentos têm deixado, aos poucos, é verdade, de ser tabu, homens tem tanta complexidade quanto as mulheres. Pelo menos no que se diz respeito aos sentimentos.
Homens já demonstram angustia, medo, insegurança, aflição. E quer saber o que me espanta? Nós, mulheres modernas, não sabemos também lidar com isto. Estamos habituadas, mesmo sendo independentes, donas de nosso próprio nariz, a ter o homem como um norte. Quando o que deveria nos guiar, nos pede ajuda demonstrando fragilidade, nos perdemos.
Quer saber? No barco da modernidade, homens e mulheres ainda precisam de bússolas.
Faxineira: Fá
É isso meu caro Eek. Você se lascou. Queria ajudar e se lascou. Não importa o que você diga, foi com você que o beltrano falou. É do seu nome que ele se lembrava. Primeira lição de que: ajudar dói.
Mas a tal hora de colocar na gente aquele diacho de bico de pato, nunca muda. É incomodo, machuca e, mesmo tendo mudado de metal pra acrílico, ainda é frio. O que me levou à seguinte indagação: porque indústria de instrumentos ginecológicos não muda à séculos (literalmente) sendo que os sexy shops têm modelos de vibradores e coisas afim cada vez mais modernos? Porque não fazem aquele bico de pato horroroso revestido em ciber skyn? Ou silicone? Ou jelly?


Se não fosse o baita tesão que tenho nos homens, a atração física, o desejo sexual pelo pinto - gosto de falar assim - sinceramente, me relacionaria com uma mulher.
Apesar de menstruarmos e termos TPM (Tensão Pré-menstrual, ou Tendência para Matar) nós falamos a mesma língua. Eu não consigo entender os homens. Ok! Sei que eles têm só dois botões: o de liga e o de desliga. E que, conforme todos os livros junguianos, e os outros de auto-ajuda: "Homens são de marte, mulheres são de vênus", "Ele", blá, blá, blá... eles são menos complexos que nós, me indigna o fato de, sendo nós mais complexas e completas, que cabe à nós o imenso fardo de compreender que eles "não conseguem se abrir", que são ligados às mães, que têm medo da entrega. Primeiro, não sou estivador. Sou mulher. Segundo, se não conseguem se abrir que façam terapia, não sou psicóloga, se são ligados às mães 30 anos depois de cortarem o cordão umbilical, que procurem um psiquiatra mais freudiano. Tomem remédios, se virem!
A ciência podia evoluir e criar um vibrador com cérebro, ou melhor, um vibrador que tenha um gravador também para dizer palavras doces no nosso ouvido e um cartão de crédito (estou exagerando, sabemos que homens tem mais a oferecer do que isso...abrem latas, trocam lâmpadas...levam cargas...). Mas eles também superestimam o pinto, então, por que não brincar com isso?
O fato é que os homens ainda não estão prontos para essas novas mulheres. É só olhar em volta. Tirando uma ou duas que realmente estão desesperadas pela ausência de homem do mercado - e é nisso que os homens se agarram para serem canalhas - a maioria de nós realmente não "precisa passar por isso". Essa expressão "não preciso passar por isso" é que leva a cabo a maioria dos relacionamentos.
Outro dia li na revista que a Elba Ramalho (que aliás está horrível com a cara de botox)tinha perdoado o Gaetano (aquele gato do marido dela) de uma traição. Super fácil assim: ele é um gato muito mais novo, super amoroso e etc. Assim é fácil perdoar...agora alguns caras são feios, pouco amorosos, lascados do talo e, pasmem!, mesmo assim ainda se sentem no direito de trair. Ai não né? Ai fica difícil perdoar. Até para trair é preciso habilidade...rs. E a mulher de hoje, como Elba Ramalho "não precisa passar por isso". Agora ela se separou dele, ao que parece.
Na época de nossas avós, havia a necessidade de se passar por cima dos mais distintos valores pessoais; mulheres não trabalhavam, não tinham grana, tinham uma renca de filhos e não sabiam nada além do que executavam em casa. Hoje não é mais assim, boa parte das mulheres trabalha e, o que é melhor, ganha mais que seus namorados, noivos ou maridos. A casa quando não é dos dois, por vezes é da mulher. Ou seja, a mulher realmente "não precisa" engolir certos sapos. E o desafio agora para o homem é o que sempre deveria ter sido: ser feliz e fazer feliz a sua companheira. É isso ou tchau. Apesar que essa nossa indenpendência nos deu também uma certa arrogância, que precisamos administrar. Mas mesmo assim, sobra sempre para as mulheres. Esses dias estava no trabalho e uma mulher limpava o chão e eu disse: "Nossa, estou tão cansada. Só quero dormir". E ela: "Eu também, mas chegando em casa ainda tenho que limpar a casa e cuidar dos filhos". Imagine! E ainda precisa estar sexy porque senão o cara larga ela por uma mais "amorosa". Não é mole não...Lembrem-se de suas mães. De como elas conviviam em casa.
Não há mais dependência financeira, não há mais medo de ficar só com os filhos...então cabe aos homens agora o que deveria sempre ter cabido nos relacionamentos: ser felizes e fazerem felizes suas mulheres. Parece que nem todos os homens sabem como lidar com isso. O duro é que nem nós sabemos ao certo o que nos faz felizes....é uma busca constante. Coitados, nem todos foram acostumados a isso. Mas...como disse no começo: problema deles. Tivemos que nos adaptar depois da queima dos sutiãs. Tivemos que ir pro mercado e ganhar menos, tivemos que disputar vagas com eles, ir para as universidades (mesmo com filhos para criar - que o digam as mulheres das gerações 70 e 80). Tivemos que ler livros de auto-ajuda para nos manter serenas com todas as responsabilidades (que o façam!), tivemos que entrar na terapia para entender os conflitos em casa e até para saber lidar com eles (que eles também entrem). Tivemos que mudar nossa rotina para a tripla jornada - casa, trabalho, filhos e etc. Tivemos que fazer aulas de pompoarismo, tivemos que colocar silicones, malhar, fazer dietas...Somos sempre nós que temos que nos adaptar. Por isso, admiro mais as mulheres que os homens. E isso me leva a dizer que se não fosse todo o desejo do que é oposto - e que vai além do pinto, o oposto como um todo -, seria muito mais simples namorar mulheres. Já ouvi muitas de nós falarem isso. Mas têm aquelas que falam também: "ainda bem que sou mulher e gosto de homem, porque mulher é muito complicada". Realmente, somos. Mas que eles se adaptem ao nosso jeito também.
Já que há a diferença e não há como negá-la. Viva a diferença e que busquemos o equilíbrio. Mas equilíbrio são dois lados da balança. Os dois precisam se doar. E não apenas a mulher. Fica o protesto!
PS.: isso é um personagem feminino. O ponto G. Feminista, a visão feminista e anarquista das mulheres. Não sou eu, pelo menos não meu "eu" todo. Sou feliz com o homem que tenho, muito obrigada. Não pensem bobagens. É um texto para ser engraçado, divertido e fazer os homens pensarem, porque muitas mulheres pensam assim...ok? Beleza? Então tá.E viva a liberdade de expressão...
Faxineira .(ponto)G



Sabe aquele comprimidinho, pequenininho, que nada pesa e que tem um dia certo na semana para se tomar? Então, a pílula anticoncepcional. Quem diria mas, depois do sutiã, a pílula é um instrumento de feminilidade mais moderno, mais necessário, mais enlouquecedor - que nos digam os nossos hormônios - e causador dos maiores enfartos entre mulheres (não há estatísticas do IBGE não, é pura "glestatística" mesmo). Os enfartos são ocasionados quando há aquele velho esquecimento não proposital, de tomar a bendita.
Ontem vendo Pantanal - é Pantanal, a novela que está reprisando no SBT - a princesa, personagem que se apaixona pelo personagem do Almir Sater, tinha uma cena tórrida de amor e depois era interrogada pela mãe, no quarto: "Você está tomando a pílula?". Ela não estava.
Mesmo para quem usa camisinha - que é mais seguro e recomendável - a pílula é um acessório a mais para proteção contra gravidez. Afinal, camisinhas arrebentam (não é comum, mas acontece). E a camisinha feminina, que nos garantiria a liberdade da imposição masculina (pasmem! Em pleno século 21, tem homem barbado que não usa camisinha sob o argumento de que - abre aspas - é de uma geração sem Aids - fecha aspas), voltando à camisinha feminina: é muito estranha! Parece um coador. Mas a pílula não é confiável, somos seres avuados e nem sempre lembramos de ingeri-la. Que me desculpe Odair José, mas a pílula é um produto de extrema necessidade. Controla o período menstrual, diminui o risco de ser mãe, auxilia mulheres com ovários policisticos. Mas dá um baita susto.
Esquecer de tomar a pílula é o fim para a mulher. Primeiro porque temos apenas 12 horas depois do esquecimento para lembrar de que esquemos e que devemos tomá-la. Se esquecemos, será que lembraremos? Difícil. Depois, é preciso, quando lembrado o fato, tomar duas pílulas, a do dia anterior e a do dia mesmo. Um monte de hormônios e outras cositas ingeridas de uma só vez. Haja estômago! Por fim, a gente tem que passar o resto do mês num jejum sexual para evitar que, sei lá, um espermatozóide mais afoito, drible o sistema e consiga atingir o óvulo. O único lado bom disso tudo é que a menstruação nunca será tão desejada, tanto para o homem quanto para a sua parceira. Quem diria?
Abaixo algumas dicas do médico ginecologista, Lister Macedo,sobre o uso da pílula:
1. Mulheres mais velhas: Segundo o ginecologista, a idade é um fator muito importante na hora de receitar o anticoncepcional. “As mulheres jovens são as mais indicadas para serem usuárias da pílula”, diz o dr. Lister. “Até perto dos 35 anos, salvo condições de saúde particulares, não há problemas. Já perto dos 40 anos a gente costuma indicar outros métodos contraceptivos.”
2. Mulheres fumantes: Outro fator de contra-indicação, devido ao risco de tromboembolia ser mais elevado em fumantes. “Aqui novamente a idade é fator determinante. Uma mulher fumante com mais de 35 anos não deve tomar pílula”, afirma o ginecologista.
3. Mulheres com histórico de trombose: “Não devem tomar pílula, seja em que idade for”, diz o dr. Lister.
4. Mulheres esportistas: “É um mito a história de que esportistas não devem tomar pílula. Na verdade, o remédio pode até auxiliar na regulação da menstruação destas mulheres que, por terem menos estrogênio no organismo, podem ficar com o ciclo desregulado”, diz o médico.
Para finalizar, o dr. Lister ressalta que, pelo fato de a pílula ser um hormônio, é uma escolha totalmente individual, que deve ser feita pelo médico, que conhece você, seus hábitos, seu histórico. Cada mulher tem um perfil hormonal, então uma pílula que é maravilhosa para mim pode ser um desastre para você. Confie no seu médico e faça a melhor escolha.
Faxineira .G

"Para tornar alguma coisa forte, ela definitivamente tem de ser presa bem firme em todos os quatro cantos. Você tem o pensamento, você tem o entusiasmo e você também tem a meta. Mas enquanto prosseguindo existe um canto que fica frouxo. Esse canto é a determinação. Você pode ter que se curvar, você pode ter que se moldar na vida, você pode ter que tolerar, você pode ter que ouvir, mas você nunca pode abandonar o seu pensamento. Isto é chamado de determinação"
Brahma Kumaris
Engraçado, mas hoje, antes de vir para a produtora, eu estava pensando justamente nisso: na determinação. Fiz uma oração no carro e tal - tenho feito muito isso ultimamente, em vez de ouvir o rádio, o Compadre Pimenta, eu tenho feito uma oração silenciosa - e em vez de rezar pelos amigos e família, como faço sempre, rezei por mim mesma.
Dias atrás eu quis colocar um brinco a mais na orelha, há anos estou com isso na cabeça, essa vontade. Advinha? Estou com brinquinhos a mais....Na verdade, a gente tem que olhar mais para a gente. Respeitar nossos pensamentos e nossos limites. E no fim, como na mensagem acima, nem que tenhamos que nos curvar, esperar dez anos, mudar, ceder diante das intempéries da vida, que mantenhamos o nosso pensamento.
Já reparou que às vezes a gente cede para todo mundo e, quando percebemos, estamos fazendo o que os outros querem...E o que queremos? Olhar para si mesmo é complicado...achar essa resposta então, putz!
Faxineira .G

É preciso ser leve, segundo Brahma Kumaris, guia espiritual.
Esta semana, recebi de uma pessoa querida aqui na campanha eleitoral que estou fazendo, a Adriana - super espiritualizada, professora de Yoga - um cartão, com uma mensagem de Brahma Kumaris. Vamos ler juntos:
"Quando o sol brilha suavemente lá no alto, as flores se voltam para ele para captar luz e calor. Da mesma forma, torne-se puro e despreocupado como o sol. Deixe que a doçura e a jovialidade brilhem naturalmente no seu rosto. Com a especialidade da leveza você será capaz de inspitar os outros a se tornarem leves também".
Faxineira .G

De que são feitos os homens? Cada vez mais essa pergunta me consome....é preciso saber o que queremos e para onde vamos, e o que nos move.
Hoje mesmo o que me move é o meu interesse em fazer dois furinhos nas minhas orelhas. Estou tentando focar apenas nas coisas simples... Talvez tomar um chá à tarde, coisas do tipo.
Penso que estamos tão sufocados pelo nosso próprio ego, por interesses que não são reais que nos tornamos "coisas". Gente de verdade não se preocupa com bobagens.
Não sei você, mas eu quero ser gente de verdade. E quem sabe até o final da semana, estar com minha orelha com dois buraquinhos a mais....
Enjoy!
Faxineira .G
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