Café Filosófico sobre o feminino







Ontem assisti na Cultura o "Café Filosófico" e o tema era: O Feminino. Na bancada, a atriz Maitê Proença e o psicanalista Jorge Forbes.







Vários pontos da discussão foram interessantes, mas eu destaco aqui, para reflexão. Algumas frases que ficaram na minha cabeça.


Maitê (sobre a relação do homem com a mulher) : "O fato de a mulher gerar uma outra vida dentro dela e, sem fazer nada, sem precisar fazer nada, ela dá origem a outra pessoa com dedos, unhas, fígado, rim, coração. Ali dentro dela. E isso faz com que a mulher já venha ao mundo com sentimentos diferentes dos homens. A mulher é capaz de amar incondicionalmente, por exemplo. E tudo isso junto dá a mulher um ar de divindade. Ela se aproxima do divino. E isso assusta um pouco os homens que têm que lidar com esse ser quase divino, quase perfeito".

Jorge Forbes (sobre a diferença entre homens e mulheres): "Se você fala para um homem que ele é bom, ele ficará envaidecido. Mas se você falar que ele é mais elegante que Jhon Kennedy, ai ele dirá, inchado: 'imagina, ai você exagerou'. Já as mulheres odeiam ser comparadas. A mulher quer a singularidade. Na época das cavernas os homens ficavam comparando tacapes - o seu é maior que o meu. Não, o seu é maior. Aí chega uma mulher e o chama para fazer outra coisa, ir a outro lugar. Se não fossem as mulheres estaríamos até hoje comparando nossos tacapes".


Maitê (sobre como o homem lida com essa nova mulher) : "O homem está sendo enganado, ele sai com uma mulher que coloca um peito perfeito, uma panturrilha perfeita, que tem um carro - às vezes melhor que o importado dele que ele tem que colocar embaixo das pernas -, um rosto sem rugas, um cabelo liso que não existe igual, uma mulher que está sempre bem, que não se importa de viver sozinha (chega em casa a gente chora, né? Mas essa parte a gente não mostra pra ninguém). Uma mulher que não menstrua, sim porque agora com um adesivo na pele e a gente pode se livrar da menstruação, da TPM, enfim, de tudo que nos torna mulheres. Então esse homem sai com essa mulher para quê? Ela não precisa mais dele. Antes o homem era mais viril porque a mulher precisava e ele gostava da mulher em suas imperfeições porque ele podia ser imperfeito também".

Jorge Forbes: "E as mulheres de hoje como ficam?"

Maitê: "Uai, esse tanto de homem assustado (risos)"

Um outro ponto interessante foi quando Forbes disse que enquanto Freud coloca a mulher com inveja do fálico do homem, de poder urinar em pé e da força que o homem tem, do poder que um pênis dá. Há outro escritor e psicanalista Lacan, que avalia o homem com ciúmes do orgasmo feminino, que é mais completo e dura mais...



Faxineira ponto G




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Mutações desnorteadas

Então, existe no ar toda esta transição da mulher antiga para a mulher moderna. E tem também o que o homem antigo tem feito para se tornar moderno. E já tem até os homens modernos! Mas o fato é que nós, homens e mulheres, estamos sendo constantemente bombardeados com informações. Livros e mais livros sobre as diferenças do feminino e do masculino, capas e mais capas de revistas, das femininas até as científicas, falando que os homens são objetivos e as mulheres falam demais.

Mas o que eu sinto é que tem de tudo no mercado. Homens antigos. Homens antigos com verniz de modernos. Homens modernos na batalha para conseguir acompanhar as mulheres. Mulheres antigas, mesmo nascidas a pouco mais de vinte anos. Mulheres frias e que não são de conversa.


Sei que sim, existem diferenças entre homens e mulheres, mas acredito que elas estão ficando mais tênues. A diferença está mais em cada ser humano do que em uma simples disposição de sexo. Não posso afirmar que mulheres são mais complexas do que os homens se já vi homens perdidos e fragilizados. Desde que chorar e expressar seus sentimentos têm deixado, aos poucos, é verdade, de ser tabu, homens tem tanta complexidade quanto as mulheres. Pelo menos no que se diz respeito aos sentimentos.

Homens já demonstram angustia, medo, insegurança, aflição. E quer saber o que me espanta? Nós, mulheres modernas, não sabemos também lidar com isto. Estamos habituadas, mesmo sendo independentes, donas de nosso próprio nariz, a ter o homem como um norte. Quando o que deveria nos guiar, nos pede ajuda demonstrando fragilidade, nos perdemos.

Quer saber? No barco da modernidade, homens e mulheres ainda precisam de bússolas.


Faxineira: Fá

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Responsabilidade


Para refletir:


"Eu sou responsável pelos meus próprios sentimentos, emoções e personalidade. Também sou responsável pela situação em que me encontro. Ter responsabilidade completa não dá a sensação de escravidão, mas sim de liberação. Significa que não sou dependente das coisas externas ou controlado por elas. Significa, por exemplo, que não dependo de alguém para me trazer flores, me servir uma xícara de chá, ou até mesmo para me fazer feliz. Mais do que isso, eu sei quem sou e eu sou feliz"


(Bk Jayanti)
Faxineira .(ponto) G

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Ajudar não dói (depende)


Alguém aí se lembra daquele desenho: Eek the cat? Um gatinho azul, gordinho, inimigo do cachorro Shark?






A frase célebre do Eek era: "ajudar não dói". E por causa desse conceito ele se metia em cada uma pior que outra em nome do espírito de solidariedade. Eu sou meio Eek. Quero sempre ajudar as pessoas, mesmo que elas não me peçam. E por causa disso, descobri que, às vezes ajudar dói sim, e muito.
Olha a carinha do Eek
O que é um favor acaba virando uma obrigação e as pessoas não acham que você só "queria ajudar". Vamos citar exemplos, hipotéticos. Imagine que alguém te peça um favor do tipo: pegue para mim o telefone de beltrano e sicrano por favor? Você consegue o número a duras penas e repassa ao interessado. Em seguida, ele volta com e diz, sem pretensão nenhuma: "Não consegui falar nesses números, acredita?". E você: "Vou tentar conseguir outros". E pensa: afinal, ajudar não dói.

Depois de mais umas horas, você consegue o número. Repassa de novo para a figura. Ela volta em minutos: "Faz o seguinte, você pode ligar para mim, é que tenho que sair e você conhece a pessoa...." Era só um favor e agora você já tem a obrigação de ajudar. Mesmo assim, você respira e pensa: tudo bem, ajudar não dói, e diz: "Tá bom, me passa o seu telefone que passo para a pessoa". Passado um tempo você liga, milagrosamente, consegue falar e diz: "Olha, fulano pediu para eu te ligar ele quer falar com você e quer que retorne no número X". Você não sabia do que se tratava, você não fazia idéia do assunto que ambos poderiam dizer, apenas disse: ligue para fulano no número x.

Mas acontece que, dois dias depois que as duas figuras falaram de coisas que você nem faz idéia, uma terceira pessoa aparece: seu chefe. Te chama numa ligação mais seca do que o Tocantins (que está há 5 meses sem chuva, 44º , e umidade relativa do ar abaixo do normal): "Eek the cat, venha à minha sala". Você já vai preocupado. Ele começa fazendo rodeios...mas vai ao ponto quando você faz cara de quem não está entendendo nada.

- Sabe o que é Eeke, beltrano (aquele que te você apenas ligou fazendo um favor à figura) veio aqui nos cobrar uma grana e ele falou em você, disse que você tinha ligado para ele.

É isso meu caro Eek. Você se lascou. Queria ajudar e se lascou. Não importa o que você diga, foi com você que o beltrano falou. É do seu nome que ele se lembrava. Primeira lição de que: ajudar dói.

Eek se lascando com seu arquinimigo Shark

Um outro exemplo eu vi na net. Em Araranguá - não me pergunta onde fica -, depois da experiência vivida numa madrugada, o pescador AC, 39, vai pensar duas vezes antes de dar uma carona para ajudar alguém.

Ele estava com a moto estacionada perto de um clube no Morro dos Conventos quando um sujeito aparentemente desesperado se aproximou pedindo uma carona, dizendo que foi avisado que o filho pequeno teria ficado muito doente, e por isso, ele teria urgência em chegar em casa.

Movido pela solidariedade, a vítima pegou a moto, e convidou o caroneiro. Numa ruazinha muito escura, o caroneiro disse que morava por ali, e que queria desembarcar, mas antes pediu um dinheiro para o bom homem, alegando que seria usado para comprar remédios para a criança. O motorista então desceu da moto, e como estava escuro, resolveu usar o farol da moto para contar o dinheiro, e ver com quanto poderia colaborar. Nesse momento, o falso pai desesperado atacou o benfeitor, roubando R$ 140 em dinheiro, e ainda tentando levar a moto, que segundo a vítima, só não conseguiu porque os dois entraram em luta corporal, e como o dono da moto era mais forte, o larápio fugiu ao perceber que ia perder a parada.
Não que não devamos ser mais solidários. Mas vale aquele velho ditado "Apanha com o cajado quem se mete onde não é chamado".


E dependendo da situação diga NÃO. Ajudar às vezes dói.




Faxineira .(ponto) G








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No consultório...



Coincidência ou não, o post da minha amiga .ponto G sobre a pílula anticoncepcional coincidiu com uma consulta minha, destas de rotina mesmo, à minha ginecologista. Freqüento a mesma médica há quase oito anos. Muita gente pode pensar “que bom, dá pra manter um histórico legal da sua saúde”. E sim, esta é uma grande vantagem. Mas ela também é a mesma médica da minha mãe e das minhas duas irmãs. O que faz dela uma médica de família, uma amiga, que conhece todo mundo e que conversa sobre isto. Então, acaba que minha vida sexual pode não ser tão discreta quanto eu gostaria que minha mãe achasse que é.




E os homens reclamam de fazer exame do toque uma vez depois dos 40 anos...


Eu já até tentei trocar de ginecologista, mas acabei sendo fiel mesmo a minha de sempre. É quase como uma relação antiga. Eu já não me sinto mais (tão) desconfortável em usar aquele jaleco ridículo aberto na frente, já não fico tensa e as conversas são sempre divertidas.

Mas a tal hora de colocar na gente aquele diacho de bico de pato, nunca muda. É incomodo, machuca e, mesmo tendo mudado de metal pra acrílico, ainda é frio. O que me levou à seguinte indagação: porque indústria de instrumentos ginecológicos não muda à séculos (literalmente) sendo que os sexy shops têm modelos de vibradores e coisas afim cada vez mais modernos? Porque não fazem aquele bico de pato horroroso revestido em ciber skyn? Ou silicone? Ou jelly?




Não meninos. Não é este o bico de pato. Este é o patinho bonitinho



Um amigo me disse que é porque homens é que projetam os instrumentos ginecológicos. Mas aí eu pensei: mas são homens também que projetam os vibradores, cápsulas, pintos de borracha e tal.




Este aqui é o vilão


Já minha amiga .ponto G deu uma super sugestão para melhorar as condições das visitas ao ginecologista. Eu dei uma incrementada e ficou assim: Primeiro, na entrada do consultório, nada de secretárias sisudas, de uniforme verde clarinho e sorrisos educados. Estariam lá três caras saradões. Um negro, um loiro e um moreno. A gente teria o direito de escolher o gostosão que nos atenderia. Entrando no consultório, direito a um super amasso, com música e meia luz. Aí, o cara nos deitaria na maca e o médico então colocaria o bico de pato revestido de ciber skyn aquecido no lugar apropriado e faria a consulta, enquanto o gostosão massageasse os nossos mamilos.


Eu, particularmente, passaria minhas consultas semestrais pra diárias. E acredito mesmo que ia diminuir drasticamente as doenças ginecológicas, quiçá as sexualmente transmissíveis.









Hum... ok, doutor, pode colocar o bico de pato...hum... fundo....






Faxineira: Fá



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Guerra dos sexos



Se não fosse o baita tesão que tenho nos homens, a atração física, o desejo sexual pelo pinto - gosto de falar assim - sinceramente, me relacionaria com uma mulher.

Apesar de menstruarmos e termos TPM (Tensão Pré-menstrual, ou Tendência para Matar) nós falamos a mesma língua. Eu não consigo entender os homens. Ok! Sei que eles têm só dois botões: o de liga e o de desliga. E que, conforme todos os livros junguianos, e os outros de auto-ajuda: "Homens são de marte, mulheres são de vênus", "Ele", blá, blá, blá... eles são menos complexos que nós, me indigna o fato de, sendo nós mais complexas e completas, que cabe à nós o imenso fardo de compreender que eles "não conseguem se abrir", que são ligados às mães, que têm medo da entrega. Primeiro, não sou estivador. Sou mulher. Segundo, se não conseguem se abrir que façam terapia, não sou psicóloga, se são ligados às mães 30 anos depois de cortarem o cordão umbilical, que procurem um psiquiatra mais freudiano. Tomem remédios, se virem!

A ciência podia evoluir e criar um vibrador com cérebro, ou melhor, um vibrador que tenha um gravador também para dizer palavras doces no nosso ouvido e um cartão de crédito (estou exagerando, sabemos que homens tem mais a oferecer do que isso...abrem latas, trocam lâmpadas...levam cargas...). Mas eles também superestimam o pinto, então, por que não brincar com isso?

O fato é que os homens ainda não estão prontos para essas novas mulheres. É só olhar em volta. Tirando uma ou duas que realmente estão desesperadas pela ausência de homem do mercado - e é nisso que os homens se agarram para serem canalhas - a maioria de nós realmente não "precisa passar por isso". Essa expressão "não preciso passar por isso" é que leva a cabo a maioria dos relacionamentos.

Outro dia li na revista que a Elba Ramalho (que aliás está horrível com a cara de botox)tinha perdoado o Gaetano (aquele gato do marido dela) de uma traição. Super fácil assim: ele é um gato muito mais novo, super amoroso e etc. Assim é fácil perdoar...agora alguns caras são feios, pouco amorosos, lascados do talo e, pasmem!, mesmo assim ainda se sentem no direito de trair. Ai não né? Ai fica difícil perdoar. Até para trair é preciso habilidade...rs. E a mulher de hoje, como Elba Ramalho "não precisa passar por isso". Agora ela se separou dele, ao que parece.

Na época de nossas avós, havia a necessidade de se passar por cima dos mais distintos valores pessoais; mulheres não trabalhavam, não tinham grana, tinham uma renca de filhos e não sabiam nada além do que executavam em casa. Hoje não é mais assim, boa parte das mulheres trabalha e, o que é melhor, ganha mais que seus namorados, noivos ou maridos. A casa quando não é dos dois, por vezes é da mulher. Ou seja, a mulher realmente "não precisa" engolir certos sapos. E o desafio agora para o homem é o que sempre deveria ter sido: ser feliz e fazer feliz a sua companheira. É isso ou tchau. Apesar que essa nossa indenpendência nos deu também uma certa arrogância, que precisamos administrar. Mas mesmo assim, sobra sempre para as mulheres. Esses dias estava no trabalho e uma mulher limpava o chão e eu disse: "Nossa, estou tão cansada. Só quero dormir". E ela: "Eu também, mas chegando em casa ainda tenho que limpar a casa e cuidar dos filhos". Imagine! E ainda precisa estar sexy porque senão o cara larga ela por uma mais "amorosa". Não é mole não...Lembrem-se de suas mães. De como elas conviviam em casa.


Não há mais dependência financeira, não há mais medo de ficar só com os filhos...então cabe aos homens agora o que deveria sempre ter cabido nos relacionamentos: ser felizes e fazerem felizes suas mulheres. Parece que nem todos os homens sabem como lidar com isso. O duro é que nem nós sabemos ao certo o que nos faz felizes....é uma busca constante. Coitados, nem todos foram acostumados a isso. Mas...como disse no começo: problema deles. Tivemos que nos adaptar depois da queima dos sutiãs. Tivemos que ir pro mercado e ganhar menos, tivemos que disputar vagas com eles, ir para as universidades (mesmo com filhos para criar - que o digam as mulheres das gerações 70 e 80). Tivemos que ler livros de auto-ajuda para nos manter serenas com todas as responsabilidades (que o façam!), tivemos que entrar na terapia para entender os conflitos em casa e até para saber lidar com eles (que eles também entrem). Tivemos que mudar nossa rotina para a tripla jornada - casa, trabalho, filhos e etc. Tivemos que fazer aulas de pompoarismo, tivemos que colocar silicones, malhar, fazer dietas...Somos sempre nós que temos que nos adaptar. Por isso, admiro mais as mulheres que os homens. E isso me leva a dizer que se não fosse todo o desejo do que é oposto - e que vai além do pinto, o oposto como um todo -, seria muito mais simples namorar mulheres. Já ouvi muitas de nós falarem isso. Mas têm aquelas que falam também: "ainda bem que sou mulher e gosto de homem, porque mulher é muito complicada". Realmente, somos. Mas que eles se adaptem ao nosso jeito também.

Já que há a diferença e não há como negá-la. Viva a diferença e que busquemos o equilíbrio. Mas equilíbrio são dois lados da balança. Os dois precisam se doar. E não apenas a mulher. Fica o protesto!

PS.: isso é um personagem feminino. O ponto G. Feminista, a visão feminista e anarquista das mulheres. Não sou eu, pelo menos não meu "eu" todo. Sou feliz com o homem que tenho, muito obrigada. Não pensem bobagens. É um texto para ser engraçado, divertido e fazer os homens pensarem, porque muitas mulheres pensam assim...ok? Beleza? Então tá.E viva a liberdade de expressão...

Faxineira .(ponto)G

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A pílula






Sabe aquele comprimidinho, pequenininho, que nada pesa e que tem um dia certo na semana para se tomar? Então, a pílula anticoncepcional. Quem diria mas, depois do sutiã, a pílula é um instrumento de feminilidade mais moderno, mais necessário, mais enlouquecedor - que nos digam os nossos hormônios - e causador dos maiores enfartos entre mulheres (não há estatísticas do IBGE não, é pura "glestatística" mesmo). Os enfartos são ocasionados quando há aquele velho esquecimento não proposital, de tomar a bendita.

Ontem vendo Pantanal - é Pantanal, a novela que está reprisando no SBT - a princesa, personagem que se apaixona pelo personagem do Almir Sater, tinha uma cena tórrida de amor e depois era interrogada pela mãe, no quarto: "Você está tomando a pílula?". Ela não estava.

Mesmo para quem usa camisinha - que é mais seguro e recomendável - a pílula é um acessório a mais para proteção contra gravidez. Afinal, camisinhas arrebentam (não é comum, mas acontece). E a camisinha feminina, que nos garantiria a liberdade da imposição masculina (pasmem! Em pleno século 21, tem homem barbado que não usa camisinha sob o argumento de que - abre aspas - é de uma geração sem Aids - fecha aspas), voltando à camisinha feminina: é muito estranha! Parece um coador. Mas a pílula não é confiável, somos seres avuados e nem sempre lembramos de ingeri-la. Que me desculpe Odair José, mas a pílula é um produto de extrema necessidade. Controla o período menstrual, diminui o risco de ser mãe, auxilia mulheres com ovários policisticos. Mas dá um baita susto.

Esquecer de tomar a pílula é o fim para a mulher. Primeiro porque temos apenas 12 horas depois do esquecimento para lembrar de que esquemos e que devemos tomá-la. Se esquecemos, será que lembraremos? Difícil. Depois, é preciso, quando lembrado o fato, tomar duas pílulas, a do dia anterior e a do dia mesmo. Um monte de hormônios e outras cositas ingeridas de uma só vez. Haja estômago! Por fim, a gente tem que passar o resto do mês num jejum sexual para evitar que, sei lá, um espermatozóide mais afoito, drible o sistema e consiga atingir o óvulo. O único lado bom disso tudo é que a menstruação nunca será tão desejada, tanto para o homem quanto para a sua parceira. Quem diria?

Abaixo algumas dicas do médico ginecologista, Lister Macedo,sobre o uso da pílula:

1. Mulheres mais velhas: Segundo o ginecologista, a idade é um fator muito importante na hora de receitar o anticoncepcional. “As mulheres jovens são as mais indicadas para serem usuárias da pílula”, diz o dr. Lister. “Até perto dos 35 anos, salvo condições de saúde particulares, não há problemas. Já perto dos 40 anos a gente costuma indicar outros métodos contraceptivos.”

2. Mulheres fumantes: Outro fator de contra-indicação, devido ao risco de tromboembolia ser mais elevado em fumantes. “Aqui novamente a idade é fator determinante. Uma mulher fumante com mais de 35 anos não deve tomar pílula”, afirma o ginecologista.

3. Mulheres com histórico de trombose: “Não devem tomar pílula, seja em que idade for”, diz o dr. Lister.

4. Mulheres esportistas: “É um mito a história de que esportistas não devem tomar pílula. Na verdade, o remédio pode até auxiliar na regulação da menstruação destas mulheres que, por terem menos estrogênio no organismo, podem ficar com o ciclo desregulado”, diz o médico.

Para finalizar, o dr. Lister ressalta que, pelo fato de a pílula ser um hormônio, é uma escolha totalmente individual, que deve ser feita pelo médico, que conhece você, seus hábitos, seu histórico. Cada mulher tem um perfil hormonal, então uma pílula que é maravilhosa para mim pode ser um desastre para você. Confie no seu médico e faça a melhor escolha.


Faxineira .G

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Determinação


"Para tornar alguma coisa forte, ela definitivamente tem de ser presa bem firme em todos os quatro cantos. Você tem o pensamento, você tem o entusiasmo e você também tem a meta. Mas enquanto prosseguindo existe um canto que fica frouxo. Esse canto é a determinação. Você pode ter que se curvar, você pode ter que se moldar na vida, você pode ter que tolerar, você pode ter que ouvir, mas você nunca pode abandonar o seu pensamento. Isto é chamado de determinação"

Brahma Kumaris

Engraçado, mas hoje, antes de vir para a produtora, eu estava pensando justamente nisso: na determinação. Fiz uma oração no carro e tal - tenho feito muito isso ultimamente, em vez de ouvir o rádio, o Compadre Pimenta, eu tenho feito uma oração silenciosa - e em vez de rezar pelos amigos e família, como faço sempre, rezei por mim mesma.

Dias atrás eu quis colocar um brinco a mais na orelha, há anos estou com isso na cabeça, essa vontade. Advinha? Estou com brinquinhos a mais....Na verdade, a gente tem que olhar mais para a gente. Respeitar nossos pensamentos e nossos limites. E no fim, como na mensagem acima, nem que tenhamos que nos curvar, esperar dez anos, mudar, ceder diante das intempéries da vida, que mantenhamos o nosso pensamento.

Já reparou que às vezes a gente cede para todo mundo e, quando percebemos, estamos fazendo o que os outros querem...E o que queremos? Olhar para si mesmo é complicado...achar essa resposta então, putz!

Faxineira .G

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Leveza


É preciso ser leve, segundo Brahma Kumaris, guia espiritual.

Esta semana, recebi de uma pessoa querida aqui na campanha eleitoral que estou fazendo, a Adriana - super espiritualizada, professora de Yoga - um cartão, com uma mensagem de Brahma Kumaris. Vamos ler juntos:

"Quando o sol brilha suavemente lá no alto, as flores se voltam para ele para captar luz e calor. Da mesma forma, torne-se puro e despreocupado como o sol. Deixe que a doçura e a jovialidade brilhem naturalmente no seu rosto. Com a especialidade da leveza você será capaz de inspitar os outros a se tornarem leves também".

Faxineira .G

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Sobre os interesses das pessoas


De que são feitos os homens? Cada vez mais essa pergunta me consome....é preciso saber o que queremos e para onde vamos, e o que nos move.

Hoje mesmo o que me move é o meu interesse em fazer dois furinhos nas minhas orelhas. Estou tentando focar apenas nas coisas simples... Talvez tomar um chá à tarde, coisas do tipo.

Penso que estamos tão sufocados pelo nosso próprio ego, por interesses que não são reais que nos tornamos "coisas". Gente de verdade não se preocupa com bobagens.

Não sei você, mas eu quero ser gente de verdade. E quem sabe até o final da semana, estar com minha orelha com dois buraquinhos a mais....

Enjoy!
Faxineira .G

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