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O mal do século


Já passei por uma crise semelhante ao que minha amiga ponto. G descreveu no post anterior. E sabe o que era? Stress, o mal do século. Eu tinha a nítida impressão de que stress só atacava pessoas nervosas, com uma vida super corrida e difícil. Achava que não seria vítima, porque, de modo geral, sou uma pessoa bem calma, bem tranquila. Sou do tipo que observa os passarinhos enquanto vou pro ponto de ônibus e sei em que fase da lua estamos. E, apesar de ser jornalista, na época da minha crise (engraçado, também foi aos 28 anos!) eu só trabalhava meio período. Mas tinha uma chefe de arrassar com o equilíbrio psicológico e a auto-estima de qualquer um. E isto me desencadeou uma crise. Taquicardia, palidez, um suor doido, mesmo no ar condicionado, respiração ofegante e dor de cabeça toda vez que eu levantava da cama e lembrava que tinha que ir trabalhar.

O pior de tudo é que stress é uma doença traiçoeira, ela chega do nada e te pega sem mandar recado. Às vezes, tudo vai bem no trabalho, mas se sua relação com a família, por exemplo, não vai bem: stress.

Mas, uma vez identificada a fonte do stress, lá vem outra pegadinha: não é fácil de controlar, porque é psicológico. Não existem comprimidos contra o stress. Você pode até tomar alguns para controlar a ansiedade, mas o stress vai estar lá assim que você parar de tomar o que quer que seja. Então, o que há de melhor a fazer é não levar a vida à sério demais. Os médicos recomendam algumas atitudes para o combate ao stres. Vamos lá, nem é tão difícil assim:

Faça exercícios físicos ou pratique esportes regularmente. Abaixa a pressão e alivia as tensões causadas pelo stress.
  • Arrume um hobby ou um passatempo, isto ajuda a desviar a sua atenção e alivia o stress.
  • Controle a sua dieta, melhorando seus hábitos, diminuindo o consumo de bebidas alcóolicas e deixe de fumar. Ao contrário do que muita gente pensa estas atitudes não são estressantes mas, contribuem para a diminuição do stress.

  • Procure conversar mais com as outras pessoas, melhore o seu relacionamento, isto não vai curar mas alivia as tensões.
  • Procure sair de férias, se for possível, e deixe de se preocupar tanto.


Faxineira: Fá


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Estourei os pontos no final de semana



Gente estourei meus pontos no final de semana!

Fazer dieta é pra quem tem disciplina. Fiz um caderninho preto onde colo todos os dias o que eu comi com a quantidade de pontos de cada alimento. Diante disso tenho um controle de quantos pontos fiz por dia e depois por semana. Minha meta são 400 pontos por dia dando o máximo de 2.800 pontos por semana. Não é difícil. É uma dieta simples e fácil de seguir porque você pode comer de tudo.

Mas essa história de pontos já virou piada. No final de semana estoura tudo.

Tudo lindo na segunda, terça, quarta e quinta. Já na sexta-feira você inventa de tomar um caldo na feira do Parque Cesamar. Para quê? Para não resistir e comer a pururuca que serve junto com o tal do caldo verde, que é bom demais.

Lá se vão não sei quantos pontos da dieta...

No sábado até às seis da tarde tudo tranqüilo quanto aos pontos. Mas inventa-se um passeiozinho de leve. Lá se vão mais pontos com a cerveja, com o suco e com a vodka.

Não satisfeitas as pessoas decidem estender a noite. Lá se vão mais pontos com a Gin Tônica, com a vodka (ela sempre persegue) e o suco.

Não bastasse, a fome bate e o cachorro quente reina como se fosse a melhor comida do mundo. Não sei se existem lanchonetes que servem saladas e comidas light no meio da madrugada. Pelo menos em Palmas eu sei que não tem.

Ai ai. No domingo às sete da manhã a fome já é de doer (reação da bebida) – Na padaria é difícil não resistir ao suco de laranja e ao pão com queijo quente. Hummm. Êita. Quando você acha que já estourou tudo que tinha de pontinhos lá se vem a notícia de um churrasco logo mais. Tá vendo! Assim não tem dieta que dê conta. Daí a gente fica se controlando diante de uma churrasqueira, cerveja e refrigerante.

Resultado: segunda-feira só tem folha no prato!

Lá se vem a história de pontos novamente. Você faz de conta que nada de mais aconteceu e retorna para o início da dieta. Linda e gorda.


Faxineira: Marinha do Brasil

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Os temores (ridículos) dos vinte e poucos anos

Quando a gente tem vinte anos, algumas coisas são boas, outras, nem tanto. Conversando com uma amiga no msn (grande fonte inspiradora de posts), ela disse que toda vez que tem a felicidade de ter sexo em quantidade, se lembra de mim. Fiquei lisonjeada até ela me contar porquê.


Namorei com um cara à distância aos meus vinte anos, e o via muito pouco. Conheci-o quando fui passar férias na casa da minha avó e só o dava para encontrá-lo nas férias quando ia para BH com a minha família, porque, como estudantes, não tinha grana para bancar estas viagens. Como o tempo para ficarmos juntos era muito curto, eu aproveitava o máximo. A mãe e o irmão, que moravam com ele, passavam o dia fora, porque trabalhavam num hospital. Ele, que trabalhava com programação, ficava em casa mesmo. Então, nos trancávamos no apartamento. E é aí que minha amiga se lembra de mim... porque eu só descia pra comprar camisinha. Na mesma farmácia que minha tia frequentava. Ficava morrendo de medo do pessoal da farmácia me reconhecer ou do que iam pensar de mim, comprando aquele tanto de camisinha.

Coisas dos vinte e poucos anos. Hoje, se entrar na farmácia para comprar um monte de camisinhas, entro toda orgulhosa e faceira. Não é todo mundo que pode se orgulhar de ter com quem gastar tanta camisinha!

Já não tenho medo de ir comprar anticoncepcional, nem de me aplicarem o injetável na bunda. Compro pomada ginecológica na boa. Ah, como é bom ter trinta...

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MEDO DE PSICANALISTA


No gancho da ponto G...


Também assisti o café literário com a Maitê neste domingo 21 de setembro. Muito interessante. Mas além da fala sobre a mulher, o que mais me chamou a atenção foi quando Maitê tratou das várias capas que nós nos cobrimos. E tentei imaginar em mim essas capas. A gente permite muito isso.

Colocamos caras, bocas, sentimentos em nós mesmos sem querer nos mostrarmos de verdade. Se bem que se nos mostrássemos de verdade entraríamos em conflito com outras pessoas. Caos total, ou de repente não. Nunca se sabe.

Também fiquei com um pouco de medo pela Maitê. Ela estava conversando com um psicanalista. Demonstrar o seu pensamento para ele foi meio teatral no início, mas senti que ela logo se libertou das tantas capas que a vida ajudou colocar em si própria. Fiquei com medo por que ele estava analisando ela. Sei que estava! Eu estava...!

Então pensei: E se fosse eu falando com um psicanalista?

Às vezes me sinto tão normal. Tão racional que sinto medo disso tudo ser uma loucura, sei lá, se sou uma louca sem ter loucuras. Já parei pra pensar nisso sabia???

Melhor um louco com loucuras expostas do que uma louca com loucuras na alma!!!

Pois bem, tenho medo de procurar um psicanalista pra falar sobre isso, medo de encontrar minha verdadeira capa. Tá tão bom debaixo das tantas que me vesti. Não que eu queira enganar pessoas, não é esse o objetivo. Quero ser eu sempre, mas a gente cria capas e pronto.

Algumas amigas já me falaram que é bom. Que você percebe alguns erros em você e tenta corrigi-los, mas e se isso me confundir mais ainda?

E esse negócio de entender a mente é muito perigoso.

E de mexer com ela também. Tenho medo de usar drogas e não conseguir voltar ao normal. Lança perfume nem pensar!

O álcool ainda vai, que já experimentei e sei que volto ao normal, a leitura funde, mas volta ao normal, o sono relaxa, mas depois volta ao normal...

Mas tenho medo de um psicanalista por que ele pode conhecer muito mais de mim mesma do que eu. Isso é por que eu não quero me mostrar. E se eu não quero me mostrar, já criei tantas capas, por que então eu iria num psicanalista?

Pra me descobrir e depois usar capas novamente?

Tenho medo de psicanalista. Acredito que eu preciso ir num primeiro pra me sarar de ter medo, pra depois eu criar coragem de ir em outro para eu me conhecer melhor. Quem sabe eu vá qualquer dia desses.



Faxineira: Marinha do Brasil

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No consultório...



Coincidência ou não, o post da minha amiga .ponto G sobre a pílula anticoncepcional coincidiu com uma consulta minha, destas de rotina mesmo, à minha ginecologista. Freqüento a mesma médica há quase oito anos. Muita gente pode pensar “que bom, dá pra manter um histórico legal da sua saúde”. E sim, esta é uma grande vantagem. Mas ela também é a mesma médica da minha mãe e das minhas duas irmãs. O que faz dela uma médica de família, uma amiga, que conhece todo mundo e que conversa sobre isto. Então, acaba que minha vida sexual pode não ser tão discreta quanto eu gostaria que minha mãe achasse que é.




E os homens reclamam de fazer exame do toque uma vez depois dos 40 anos...


Eu já até tentei trocar de ginecologista, mas acabei sendo fiel mesmo a minha de sempre. É quase como uma relação antiga. Eu já não me sinto mais (tão) desconfortável em usar aquele jaleco ridículo aberto na frente, já não fico tensa e as conversas são sempre divertidas.

Mas a tal hora de colocar na gente aquele diacho de bico de pato, nunca muda. É incomodo, machuca e, mesmo tendo mudado de metal pra acrílico, ainda é frio. O que me levou à seguinte indagação: porque indústria de instrumentos ginecológicos não muda à séculos (literalmente) sendo que os sexy shops têm modelos de vibradores e coisas afim cada vez mais modernos? Porque não fazem aquele bico de pato horroroso revestido em ciber skyn? Ou silicone? Ou jelly?




Não meninos. Não é este o bico de pato. Este é o patinho bonitinho



Um amigo me disse que é porque homens é que projetam os instrumentos ginecológicos. Mas aí eu pensei: mas são homens também que projetam os vibradores, cápsulas, pintos de borracha e tal.




Este aqui é o vilão


Já minha amiga .ponto G deu uma super sugestão para melhorar as condições das visitas ao ginecologista. Eu dei uma incrementada e ficou assim: Primeiro, na entrada do consultório, nada de secretárias sisudas, de uniforme verde clarinho e sorrisos educados. Estariam lá três caras saradões. Um negro, um loiro e um moreno. A gente teria o direito de escolher o gostosão que nos atenderia. Entrando no consultório, direito a um super amasso, com música e meia luz. Aí, o cara nos deitaria na maca e o médico então colocaria o bico de pato revestido de ciber skyn aquecido no lugar apropriado e faria a consulta, enquanto o gostosão massageasse os nossos mamilos.


Eu, particularmente, passaria minhas consultas semestrais pra diárias. E acredito mesmo que ia diminuir drasticamente as doenças ginecológicas, quiçá as sexualmente transmissíveis.









Hum... ok, doutor, pode colocar o bico de pato...hum... fundo....






Faxineira: Fá



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