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As escolhas que fazemos


Tenho percebido em mim, há cerca de dois meses, mais precisamente, que eu Ponto G sou responsável por tudo que acontece em minha vida.


Desde as pequenas escolhas, como uma roupa a vestir, um carro a comprar, um emprego, uma viagem, até as grandes escolhas: engravidar, casar, não casar, namorar fulano ou beltrano, mudar de país, morar onde se mora, trabalhar onde se trabalha. Tudo, absolutamente tudo, é nossa escolha.


Mesmo sendo tudo nossa escolha, temos o péssimo hábito de entregar as intempéries da nossa vida em mãos alheias, ou, ao acaso. Se engravidamos dizemos que "aconteceu"; se casamos com o cara errado: "a culpa é dele, você não sabia que ele era assim ou asssado"; se não casamos: "não podia, não tinha dinheiro, tinha que cuidar da minha avó doente"; se nos mudamos de país: "era porque não tínhamos saída"; se escolhemos vermelho: "é porque não tinha outra cor".

Será que não é hora de sermos responsáveis por alguma de nossas ações? Nós escolhemos. Essa é a regra. Sempre tem outra cor, ou a opção de não comprarmos. Sempre há aquele momento entre uma coisa e outra que podemos dizer "sim" ou "não", e qualquer coisa que se diga, até quando não se diz nada, estamos escolhendo isso.
E tudo o mais é um jeito nosso de dizer ao mundo que não temos culpa. Tomar as rédeas da nossa vida e aceitar o que vier a partir de nossas escolhas não deve ser fácil. Eu mesma estou trilhando aos poucos esse novo e insólito caminho.


Era mais fácil quando criança, tirávamos tudo no unidunitê salameminguê, o escolhido foi você... era tão simples e claro! Hoje a gente vai na onde do "Deixa a vida me levar", mas na verdade até optar por deixar a vida levar é uma escolha. E depois não tem choro nem vela, quando se permite ao sabor do acaso toda a nossa existência.


Escolher não é se precipitar. Mas é ir para onde se quer, agarrar-se ao que se quer. Responsabilizar-se por isso. Podemos fazer escolhas com tudo, até mesmo com o nosso humor, a nossa felicidade. Há uma anedota que li certa vez, em que uma mulher doente, ia ser levada a um novo quarto de hospital. Ela perguntou:"Onde fica (o novo quarto)?"


Ouviu: "Na rua X, ao lado do mercado Y".


Ela: "Nossa! Adorei o lugar!"


A voz: "Como? Você ainda nem viu?"


Ela: "Nem preciso. Gostar ou não independe de ver. É uma escolha minha".


Faxineira Ponto G

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Responsabilidade


Para refletir:


"Eu sou responsável pelos meus próprios sentimentos, emoções e personalidade. Também sou responsável pela situação em que me encontro. Ter responsabilidade completa não dá a sensação de escravidão, mas sim de liberação. Significa que não sou dependente das coisas externas ou controlado por elas. Significa, por exemplo, que não dependo de alguém para me trazer flores, me servir uma xícara de chá, ou até mesmo para me fazer feliz. Mais do que isso, eu sei quem sou e eu sou feliz"


(Bk Jayanti)
Faxineira .(ponto) G

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