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As novas tecnologias e os nossos (velhos) relacionamentos


Você tem Orkut, twitter, msn, gtalk e o escambau. Ele também. Só não te segue no twitter, nem coloca suas fotos no msn dele, nem no Orkut. Ele te ama?

Não sei. Mas acho que isso tudo dá um bom post. Não adianta! Namorar significa se relacionar, e isso se dá em todos os níveis - não apenas no real. O cara te ama, conhece sua família, seus amigos, divide sua cama, mas não consta nada disso no Orkut dele?

Hum...fique esperta. No mínimo ele não quer mostrar isso a alguém. Temos que respeitar aqueles caras que não colocam nenhuma foto na sua página pessoal, nem a dele mesmo. Ai até é aceitável. Mas se ele coloca fotos de todo mundo da família, do cão de estimação, do último final de semana que ele teve com amigos, qual é o problema de ter uma foto sua lá?

Há caras que demoram séculos e séculos skydiver, para disponibilizar fotos românticas de sua namorada, mais ou menos como funciona no mundo não virtual, onde alguns demoram para dizer que amam. No perfil, uma indicação de "solteiro" pode provocar muitos finais de casos tórridos de amor.
Se está namorando, por que não declarar isso no Orkut também?

Conheço gente que termina o namoro e ainda deixa as fotos no álbum, à espera de que o outro delete primeiro. É um jogo.

Scraps são sempre perigosos. Sei de um namoro que terminou depois que a namorada viu na página do seu querido um recadinho muito pessoal de uma baranga. Tem até comunidade para isso: "Quem é essa vaca no orkut dele?", só para citar um exemplo.


Por fim, fica o aviso: o mundo virtual segue as mesmas regras do real, também para relacionamentos.

Faxineira ponto G

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Eu twitto, tu twittas, ele twitta...

E eis que o passarinho me pegou. Resisti e resisti a entrar no tal twitter. Pensava comigo: "Já tenho blogs, orkut, msn, gtalk, hi5, sonico, myspace, facebook, 5 e-mails entre pessoais e coorporativos... não preciso de mais uma forma de comunicação virtual". Ledo engano.

Lá estou eu assistindo "Roda Viva", cujo o entrevistado era uma destes economista fodões, que encerrou o programa assim: "Quem quiser acompanhar melhor o meu trabalho, o meu twitter é...". Depois, lendo uma revista semanal (não me lembro se a Época, a Veja ou a Istoé): "Obama usa o twitter para expor seu ponto de vista sobre a retirada das tropas americanas do Iraque". Por fim, no "Jornal Hoje". Evaristo: estamos aqui twittando para que você possa acompanhar os preparativos aqui no jornal".
Apelo total. Eu, que sou viciada em novidades e tecnologia, não podia mais ficar de fora.
Entrei para o twitter, que usa o conceito de mini-blog, onde você expõe pensamentos, opiniões e cria até mesmo debates em apenas 140 caracteres. Para facilitar a vida dos twitteiros, surgiram até mesmo sites que reduzem o tamanho dos links, como o http://bit.ly/ e o http://migre.me/ , que diminuem links como este: http://purooucomgelo.blogspot.com/2009/06/ferias.html para: http://migre.me/33Td , e assim não gastamos muitos caracteres para compartilhar uma notícia ou um vídeo.

Tão logo me inteirei da novidade, contagiei outras pessoas. Arrastei comigo pelo menos mais uns 5 amigos, criei um para o Sábado de Faxina e um twitter de trabalho. Não basta aderir, tem que multiplicar!

Logo também surgiram as dúvidas e a adaptação à nova linguagem. RT, para re-twittar alguém, ou seja, repetir algo que alguém tenha escrito no twitter. Uma @ antes do twitter das pessoas para dar uma resposta a alguém. E mais: um novo verbo. No original ou abrasileirado, você escolhe como twittar ou tuitar.
Faxineira Fá

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