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A flor do pequi, a kiboa e o esperma

É tempo de seca no cerrado. Neste período, em que nossos narizes secam a ponto de sangrar e cujos ventos chegam a 60 Km por hora, a natureza entra no período de florada dos frutos típicos: pequi, puçá, mangaba.

Cada uma dessas plantas tem um cheiro específico, um sabor inigualável, assim como sua florada. A do pequi tem um cheiro particularmente curioso. As flores são amarelas e se desgrudam a qualquer vento para longe do caule. Neste desgrudar, soltam uma nódua e deixam no ar um cheiro de...esperma. Isso mesmo!






Na verdade, na primeira vez que senti achei que cheirava como água sanitária (ou kiboa, como preferirem). Associo o cheiro da kiboa ao esperma: mulheres, puxem na memória. Mas o cheiro da flor do pequi é lembra muito mais os fluidos masculinos que a água sanitária, que aqui fica em segundo lugar no hanking das semelhanças.

Tenho um pé de pequi em casa e nossa convivência é harmoniosa, porém, em época de florada não é fácil o cheiro de, com perdão da palavra, P$%#@@ no ar... à noite é ainda pior, já que a temperatura cai - um pouco - e o orvalho faz o cheiro se intensificar.

Cortar árvores nativas é crime. Não concordo com isso e não me apetece em nada também, mas ficar com esse cheiro, ninguém merece. Ainda bem que em breve terei pequi de sobra!

Faxineira Ponto G
(que acha que cheiro de kiboa só cai bem em roupas de molho; e de esperma, você sabe onde)

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