Os temores (ridículos) dos vinte e poucos anos
Quando a gente tem vinte anos, algumas coisas são boas, outras, nem tanto. Conversando com uma amiga no msn (grande fonte inspiradora de posts), ela disse que toda vez que tem a felicidade de ter sexo em quantidade, se lembra de mim. Fiquei lisonjeada até ela me contar porquê.
Namorei com um cara à distância aos meus vinte anos, e o via muito pouco. Conheci-o quando fui passar férias na casa da minha avó e só o dava para encontrá-lo nas férias quando ia para BH com a minha família, porque, como estudantes, não tinha grana para bancar estas viagens. Como o tempo para ficarmos juntos era muito curto, eu aproveitava o máximo. A mãe e o irmão, que moravam com ele, passavam o dia fora, porque trabalhavam num hospital. Ele, que trabalhava com programação, ficava em casa mesmo. Então, nos trancávamos no apartamento. E é aí que minha amiga se lembra de mim... porque eu só descia pra
comprar camisinha. Na mesma farmácia que minha tia frequentava. Ficava morrendo de medo do pessoal da farmácia me reconhecer ou do que iam pensar de mim, comprando aquele tanto de camisinha.Já não tenho medo de ir comprar anticoncepcional, nem de me aplicarem o injetável na bunda. Compro pomada ginecológica na boa. Ah, como é bom ter trinta...
